Publicidade

Correio Braziliense

Barroso prorroga por 15 dias investigações do inquérito dos Portos

O inquérito, que investiga o presidente Michel Temer, apura se empresas que atuam Porto de Santos foram beneficiadas por medidas no setor


postado em 18/09/2018 19:22 / atualizado em 18/09/2018 19:22

A prorrogação foi solicitada pela Polícia Federal(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
A prorrogação foi solicitada pela Polícia Federal (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (18/9), prorrogar por 15 dias as apurações do inquérito dos Portos, que investiga o presidente Michel Temer. A prorrogação foi solicitada pela Polícia Federal.

Esta foi a quarta vez que a PF pede a prorrogação da apuração. Antes, Barroso havia prorrogado o prazo em agosto.

"Defiro o prorrogamento do prazo das investigações por 15 (quinze) dias, a contar da data em que formulado o pedido. Expirado o prazo, deverá a autoridade policial apresentar relatório conclusivo", determinou Barroso.

O inquérito apura se empresas que atuam no Porto de Santos, como a Rodrimar e o Grupo Libra, foram beneficiadas por medidas que atingiram o setor portuário.

Inicialmente, as investigações miravam, além de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor do presidente e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar.

Ao longo da apuração, entraram também na mira o amigo do presidente, João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e executivos do Grupo Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.

Quando a PF pediu mais 15 dias para as apurações, a Rodrimar informou que "que a própria PF já concluiu em relatório de março, enviado ao STF, que (a empresa) não foi beneficiada pelo decreto dos portos". O Grupo Libra não havia se manifestado até a publicação deste texto.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade