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Correio Braziliense

Temer faz duas indicações para as agências reguladoras Aneel e Anvisa

Presidente encaminha os nomes de Elisa Bastos Silva e Rodrigo Sergio Dias para ocuparem diretoria dos órgãos. Ambos precisam passar por sabatina no Senado para assumirem cargos


postado em 19/09/2018 11:54 / atualizado em 19/09/2018 11:54

O presidente Michel Temer encaminhou ao Senado os nomes de Elisa Bastos Silva para o cargo de diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o de Rodrigo Sergio Dias para a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As duas indicações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (19/9). Os candidatos serão sabatinados pelos senadores e precisam de aprovação para serem nomeados.

Na Aneel, Elisa concorre à vaga aberta com o término do mandato do diretor Tiago Correia. Elisa Bastos atua na Assessoria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério de Minas e Energia (MME). É analista de sistemas, com doutorado e mestrado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua pesquisa é focada em mercado de energia elétrica, com recorte na otimização de leilões de geração de energia. Tem passagem pela Companhia Energética de Goiás (CELG).

Temer também encaminhou ao Senado a indicação do nome de Rodrigo Sergio Dias para a Anvisa. Dias é o atual presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Se for aprovado, o indicado ocupará a vaga decorrente do término do mandato de Jarbas Barbosa da Silva Junior.

Para os servidores de carreira, por questões corporativas, as duas indicações não são as ideais, pois são políticas. O nome de Elisa é mais aceito uma vez que ela é considerada uma boa técnica, com largo tempo de atuação no MME.

Contudo, a alegação é que, na Aneel, existem dois especialistas em regulação cotados para a vaga. Como dois diretores já nomeados são servidores de carreira – entre eles o diretor geral André Pepitone da Nóbrega –, mais um garantiria a maioria no colegiado de cinco cadeiras.

Já a Saúde é considerado um setor mais sensível. “Na Anvisa é complicado. É mais uma indicação política, mas não havia nenhum servidor disputando a vaga. Só há um funcionário público de carreira na diretoria. Jarbas (que será substituído) era um excelente quadro. Muito diferente da atuação de Dias na Funasa, que é um órgão de infraestrutura”, afirmou uma fonte ligada às agências reguladoras.  

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