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Correio Braziliense

Teria muita dificuldade em apoiar Haddad ou Bolsonaro, diz Amoêdo

O candidato à Presidência pelo Partido Novo disse que está preocupado com este cenário desenhado pelas pesquisas eleitorais


postado em 19/09/2018 10:51 / atualizado em 19/09/2018 12:01

A concepção do Novo, disse o candidato, vai de encontro com a política nos moldes tradicionais(foto: Tiago Calazans/Divulgação)
A concepção do Novo, disse o candidato, vai de encontro com a política nos moldes tradicionais (foto: Tiago Calazans/Divulgação)

Questionado sobre a possibilidade de definir apoio a alguma candidatura no segundo turno das eleições presidenciais, o candidato do partido Novo, João Amoêdo, demonstrou, nesta quarta-feira (19/9), que dificilmente será um apoiador no cenário que vem se desenhando para a fase final do pleito, com embate entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).


"Tenho muita dificuldade de apoiar qualquer um deles. Imagina apoiar o PT depois de tudo que fez: mensalão, petrolão, etc. Por outro lado, temos uma pessoa que está há 29 anos no Congresso, e não consigo enxergar alguma realização", disse Amoêdo, em referência a Bolsonaro. "Só me vem na cabeça ele brigando com a deputada Maria do Rosário, com o deputado Jean Willys e homenageando torturador", lembrou.

Na terça-feira, o Blog do Vicente recebeu informações de que a campanha de Bolosonaro deseja o apoio de Amoêdo, estando disposta até mesmo a oferecer um ministério ao candidato. Logo após a publicação da informação, o presidenciável do Novo negou qualquer possibilidade de isso acontecer.

 

Nesta quarta, Amoêdo disse que está preocupado com o cenário que se desenha nas eleições. "Estamos ainda discutindo muito as pesquisas e quem vai vencer, sem nos preocuparmos com o Brasil. Tenho muita insegurança com os projetos dos candidatos que estão aí", afirmou o candidato, durante sabatina no Fórum Páginas Amarelas, da revista "Veja".

 

'Fundamental é capacidade de gestão, não experiência'

O candidato à Presidência pelo Partido Novo afirmou não considerar essencial ter experiência na gestão pública para realizar um bom trabalho como mandatário do País. "Não acho fundamental experiência na área pública, mas sim capacidade de gestão. Acho que estou habilitado a ser presidente", afirmou.

 

A concepção do Novo, disse o candidato, vai de encontro com a política nos moldes tradicionais. "Percebemos que o modelo de Estado é concebido para atender aos interesses dos políticos e não aos brasileiros. Por isso, resolvi empreender na política, venho fazendo isso desde 2010", declarou o candidato.

 

Reformas

A reforma da Previdência a ser tocada em um eventual governo de João Amoedo deverá aproveitar a pauta que vem sendo discutida e está aguardando encaminhamento no Congresso Nacional, explicou o candidato. "É interessante aproveitar as discussões que já foram feitas e, num primeiro momento, aprovar algo mais simples", disse.

 

Amoêdo comentou que entre as medidas que podem integrar a proposta estariam o tempo mínimo de contribuição em 40 anos, assim como a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres em 65 anos. "Também queremos aplicar os mesmos critérios do setor privado aos funcionários públicos, que é um dos pontos de maior distorção no modelo atual", afirmou.

 

Em relação às empresas estatais, Amoedo reforçou que pretende repassá-las à iniciativa privada. "Somos contra o Estado ser gestor de qualquer empresa. Por isso, somos favoráveis a privatizar Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Correios. Em outros casos, em que não há demanda da iniciativa privada, a solução é fechar a empresa", afirmou. "O principal é que a privatização destas empresas tenha como objetivo dar mais concorrência aos brasileiros", declarou.

 

O candidato explicou que, para atingir este objetivo, entretanto, é preciso conduzir o processo de privatizações com critérios. "A Caixa e o BB, por exemplo, não faria sentido repassá-los aos bancos que já estão no mercado. Seria focado em bancos internacionais ou então transformá-las em corporações, como é o sistema norte-americano", explicou. 

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