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Correio Braziliense

"Desacelera", diz Temer em crítica a João Doria nas redes sociais

A campanha de Doria associa o principal adversário na corrida eleitoral em São Paulo, Paulo Skaf (MDB), a Temer


postado em 19/09/2018 20:15

(foto: Evaristo Sá/AFP)
(foto: Evaristo Sá/AFP)
 
O presidente Michel Temer voltou a alfinetar um adversário político. O alvo desta quarta-feira (19/9) foi o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria. Em vídeo publicado nas redes sociais, o emedebista destacou que, quando o tucano foi prefeito da capital paulista, o governo federal o ajudou “muito”. Disse, ainda, ter sido elogiado pelo postulante ao Palácio dos Bandeirantes e ressaltou que alguns dos partidos que o apoiam fazem parte da atual gestão do Executivo federal. Ao fim, ironizou o bordão do tucano, o "Acelera, São Paulo". "Desacelera", disse. 

A campanha de Doria associa o principal adversário na corrida eleitoral em São Paulo, Paulo Skaf (MDB), a Temer. Segundo a última pesquisa Ibope, ambos estão empatados tecnicamente. O emedebista tem 22% das intenções de voto. O tucano conta com 21%. Como a margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos, é possível mensurar que ambos estão empatados. 
 
 

O PSDB coligou em São Paulo com PP, DEM, PRB, PSD e PTC. Desses, os quatro primeiros fizeram parte do governo Temer ou ainda dispõem de ministérios, ou seguem com influência nas pastas. O PSD comanda o ministério das Comunicações. O PP detém comando dos ministérios das Cidades e da Saúde. O PRB liderou o ministério da Indústria e o DEM, o da Educação. 

Para Temer, as críticas de Doria desmentem a ele mesmo. “Ao longo do tempo, você, inúmeras vezes, elogiou o meu governo. E, sobre ter elogiado, você se recorda bem quando ocupou, por brevíssimo tempo, a prefeitura de São Paulo. Me pediu muito auxílio aqui no governo federal, que demos ao governo paulistano e a você”, disse. O emedebista emendou destacando que a base eleitoral do tucano é composta pelos “mesmos partidos” que apoiam o governo federal. “E você, muitas vezes, tenta dissociar a figura do presidente da República da figura dos partidos que o apoiam.”

O presidente cobrou de Doria uma postura “moral” e sugeriu que ele não se paute pela conduta dos marqueteiros. “Você, que tanto me elogiou, que tantas vezes enalteceu o meu governo, não é por causa das eleições que vai mudar suas características. Aliás, se nós quisermos dar um exemplo nesta eleição é nos comportar como somos, e não como, muitas vezes, penso eu, o marqueteiro te aconselhe. Estão equivocados, pois ferem os critérios morais que devem pautar sua conduta e de todos os candidatos”, declarou. 

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