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Correio Braziliense

'É improvável, inviável, que Alckmin vá para o segundo turno', afirma Amoêdo

Segundo ele, atualmente, somente 'a candidatura que pode representar a renovação são as do partido Novo'


postado em 20/09/2018 17:31 / atualizado em 20/09/2018 17:43

(foto: Tiago Calazans/Divulgação)
(foto: Tiago Calazans/Divulgação)

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, João Amoêdo, afirmou nesta quinta-feira, 20, em visita ao Mercado Modelo, um dos principais pontos turísticos de Salvador, que é "improvável" e "inviável" que o presidenciável do PSDB Geraldo Alckmin vá para o segundo turno das eleições 2018.

"Eu acho improvável, inviável, o Alckmin ir para o segundo turno, basicamente porque o que as pessoas querem na política é renovação, é o antipetismo, posturas e práticas diferentes. E o PSDB, infelizmente, ao longo dos últimos tempos, se aliou com gente do Mensalão, do Petrolão, não foi muito duro nos casos que teve de corrupção dentro do próprio partido. Então ele não representa essa renovação", afirmou Amoedo.

O postulante do Novo ainda frisou que "apesar de ter tido enorme tempo na televisão" Alckmim "está estável ou declinando". Segundo ele, atualmente, somente "a candidatura que pode representar a renovação são as do partido Novo".

Sobre o voto útil pregado pelo tucano, Amoêdo disse que essa estratégia não tem surtido efeito porque "o PSDB tem o índice de rejeição muito alto".

Para ele, a polarização entre PT e Bolsonaro, indicada pelas mais recentes pesquisas Ibope e Datafolha, está "transformando o que deveria ser um primeiro turno num segundo turno".

"Isso tudo é muito ruim, a sociedade brasileira vem sendo dividida ao longo do tempo, isso é ruim para a reconstrução que a gente precisa fazer do Brasil, os extremos não trazem bons resultados, normalmente os bons resultados vêm do equilíbrio, da coerência e da transparência. E mesmo porque o 'nós contra eles' impede de discutirmos propostas, a gente está olhando para o Brasil passado, que a gente não quer, em vez de olharmos para o futuro, discutindo propostas, dando um voto de esperança", analisou.

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