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Correio Braziliense

Enquadrado por Bolsonaro, Mourão evita falar com a imprensa

Além do candidato a vice, Bolsonaro enquadrou o economista Paulo Guedes, conselheiro na área econômica da campanha do PSL, que falou em criar imposto nos moldes da extinta CPMF


postado em 21/09/2018 07:21 / atualizado em 21/09/2018 08:23

(foto: @generalmourao17/Instagram)
(foto: @generalmourao17/Instagram)
 

 

Um dia após o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) determinar ao candidato a vice na chapa, Hamilton Mourão (PRTB), que reduzisse suas atividades eleitorais, o general da reserva evitou a imprensa, nessa quinta-feira (20/9), durante o debate promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo.

Pouco antes do evento, jornalistas foram informados de que a equipe de Mourão não queria que a imprensa participasse. A presença dos repórteres não foi impedida, mas apenas perguntas por escrito e previamente selecionadas foram aceitas.

Mais cedo, em Catanduva, a 385 quilômetros da capital, fechando o terceiro dia de seu giro de campanha no interior paulista, Mourão falou a um grupo de cerca de 300 pessoas em um clube privado. Pelo segundo dia seguido, também evitou a imprensa. Cercado por forte esquema de segurança, entrou e saiu do clube pelos fundos, sem contato com jornalistas. Ao Estado, a assessoria do candidato a vice chegou a anunciar que, após a palestra, ele concederia entrevista. O general da reserva, no entanto, recuou.

Após uma hora no evento, acompanhado pelo aliado Levy Fidelix (PRTB), Mourão deixou o local para acompanhar, em carro fechado, protegido por vidros escuros, a carreata até o centro da cidade, por 30 minutos. Na Praça da República, com uma concentração de cerca de 50 pessoas, fez breve saudação a militantes, e deixou a cidade.

Além do candidato a vice, Bolsonaro enquadrou o economista Paulo Guedes, conselheiro na área econômica da campanha do PSL, que falou em criar imposto nos moldes da extinta CPMF. Já Mourão defendeu uma Constituição elaborada por não eleitos, além da ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico. Com a determinação de Bolsonaro, a campanha pretende tentar estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados.

O perfil de Bolsonaro no Twitter precisou reiterar o compromisso com a redução da carga tributária. Após ter sido esfaqueado em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro segue internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Com o candidato no hospital, os dois aliados do presidenciável ganharam protagonismo na campanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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