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Correio Braziliense

'Brasileiro precisa se vacinar contra o momento fascista', diz Ciro

No DF, o candidato do PDT à Presidência falou sobre o episódio envolvendo a ex-esposa Patrícia Pillar e ressaltou medidas de proteção às mulheres que implementará se for eleito


postado em 21/09/2018 17:56 / atualizado em 21/09/2018 18:31

O pedetista Ciro Gomes participou de um comício no Núcleo Bandeirante ao lado do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB)(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
O pedetista Ciro Gomes participou de um comício no Núcleo Bandeirante ao lado do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) (foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
Após esclarecimentos da ex-esposa Patrícia Pillar, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse, na tarde desta sexta-feira (21/9), que o brasileiro precisa “se vacinar” nesses últimos 15 dias antes das eleições, porque ocorrerão todo tipo de “molecagem” e “canalhice”.  Ele atribuiu as notícias falsas ao “momento fascista” no qual vive a sociedade, representada por Jair Bolsonaro (PSL).

“As mulheres e mais pobres vão salvar nosso país do precipício do militarismo e fascismo. Minha ex-mulher, de quem sou separado e me transformei em melhor amigo, foi desrespeitada e nada tinha a ver com política. Vou me vingar disso protegendo o povo brasileiro, especialmente as mulheres contra o fascismo que o Bolsonaro representa”, criticou.

Ao lado do governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB), Ciro caminhou pela área central do Núcleo Bandeirante. Antes de fazer um pronunciamento para os militantes que estavam no local, criticou o alto índice de violência contra as mulheres, a falta de representatividade delas no poder e a segurança pública do país.

“A maior homenagem que deve fazer as mulheres é dividir o poder com elas. A injustiça contra a mulher está se agravando. Por isso, se eu for eleito, metade dos meus ministérios serão dados a mulheres”, disse. E completou: “Me sinto envergonhado com o alto número de estupros registrado no último ano. O Estado tem que garantir que as medidas de proteção sejam executadas imediatamente pelo escrivão ou pelo delegado. Essa é a mudança na lei que vou fazer, além de aumentar a pena de feminicídio”. 

O presidenciável afirmou que ainda que criará novas creches de tempo integral para que as mulheres mais pobres tenham onde deixar os filhos e ir trabalhar. “O país tem que garantir aquilo que está na regra: Mulher que faz o mesmo trabalho de homem tem que receber o mesmo salário. É preciso avançar e apoiá-las na luta pela vida. Eu vou aumentar o número de creches para crianças de 0 a 5 anos para garantir que elas deixem as crianças nos melhores cuidados para tentarem ganhar a vida”.  

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