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Correio Braziliense

Bolsonaro critica investigação da PF sobre facada: 'tenta abafar o caso'

Na primeira entrevista concedida após o atentado, o presidenciável disse que sofreu um atentado político, atribuiu ao PT a culpa pela polarização do eleitorado e garantiu não ser um risco à democracia


postado em 24/09/2018 19:52 / atualizado em 24/09/2018 20:56

(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

 
O candidato pelo PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse, na noite desta segunda-feira (24/9), que acredita que a facada que levou durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, foi um "atentado político planejado". Em entrevista à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, o presidenciável acusou a Polícia Federal de tentar "abafar o caso", em vez de acelerar a investigação. O deputado federal afirmou, ainda, que Adélio Bispo de Oliveira não agiu sozinho.

"Ele foi para cumprir a missão dele e isso me mostra que teria gente por trás disso. Pelo que ouvi dizer, a Polícia Civil de Juiz de Fora está mais avançada nas investigações que a Polícia Federal, que tenta abafar o caso. Parece que a PF age em parte como uma defesa do criminoso. Não quero que inventem o responsável, mas quero que apurem o caso", disse.

Durante a primeira entrevista concedida após o episódio, ainda internado no Hospital Israelita Albert Einstein, o capitão reformado do Exército se emocionou em alguns momentos e disse que teve medo de morrer. Segundo ele, quando soube do seu estado de saúde só pensou na filha, de 7 anos.  "Eu sou vítima daquilo que combato. Costumo dizer que prefiro a cadeia cheia de vagabundo a um cemitério cheio de inocentes", acrescentou.

Quanto à punição de Adélio, Bolsonaro defendeu que o mineiro não deve ser punido como o suspeito de cometer uma tentativa de homicídio. "Tem que ser o que está na lei. Mas sempre digo: Por que a pena tem que ser abaixo de um homicídio? Estou vivo por um milagre. Se eu for eleito, vou acabar também com a progressão de pena", disse. 
 

Campanha de casa


Internado desde o último 6 de setembro, o presidenciável afirmou que deve receber alta até 31 de setembro. Quando for para casa, continuará fora das ruas durante a campanha. "Não culpo a PF pelo que me aconteceu. Naquele ambiente não se permite um sistema de segurança perfeito. Por isso, a recomendação é que eu não saia de casa. Peço a compreensão de todos", declarou. O candidato do PSL contou ainda que, quando deixar o hospital, fará uma transmissão ao vivo na página do Facebook que mantém, durante o horário eleitoral gratuito.

"A quem diz que eu sou um risco para a democracia, eu digo que sou um risco para os esquemas deles. Na minha gestão, não vai mais ter indicação de cargo político. Conversei com o Paulo Guedes e vamos privatizar as estatais", rebateu o deputado. Quanto à governabilidade, garantiu que não fará alianças e só nomeará para os ministérios pessoas suficientemente "competentes". 

Bolsonaro minimizou a polarização do eleitorado. Afirmou que a potencialização ideológica é uma “pregação da luta de classe imposta pelo PT”. “O pensamento logicamente vai da educação do povo e a educação no país vai mal. Mas eu nunca preguei ódio”, justificou. 

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