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Correio Braziliense

Carlos Bolsonaro é envolvido em polêmica com foto alusiva à tortura

Vereador compartilhou uma manifestação artística e foi acusado nas rede sociais de fazer apologia à tortura. Outros usuários saíram em sua defesa


postado em 26/09/2018 16:54 / atualizado em 26/09/2018 17:02

(foto: Reprodução/Twitter)
(foto: Reprodução/Twitter)
 
Filho do candidato do PSL à Presidência da República, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro foi envolvido em uma polêmica na tarde desta quarta-feira (26/9). Em seus stories do Instagram, Carlos compartilhou uma manifestação artística e foi acusado nas rede sociais de fazer apologia à tortura.

Na imagem, um homem aparece amarrado, com um saco na cabeça, sangrando e com a expressão #EleNão — usada por ativistas contrários a Bolsonaro — pintada no peito, em aparente protesto contra o deputado e presidenciável do PSL. A publicação teria sido feita inicialmente por um usuário identificado como Ronaldo Creative, que, em sua biografia no Instagram, diz usar "a arte como forma de protesto". Como seu perfil estava privado, o Correio não conseguiu chegar à postagem original.

Logo depois, a publicação foi repostada pelo perfil Direita PVH, com a frase "sobre pais que choram no banho" (posteriormente, a legenda foi editada e a conta modificada para privada). Tal frase costuma ser usada por conservadores para ironizar manifestações artísticas mais expressivas. Seria uma alusão ao fato de os pais terem vergonha dos filhos que participam desses atos.

A polêmica começou quando Carlos Bolsonaro republicou a postagem da Direita PVH em seus stories. Vários usuários foram às redes para dizer que o vereador estava fazendo apologia à tortura. Outros, saíram em sua defesa. Seu nome, inclusive, chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter.
 
(foto: Reprodução/Instagram)
(foto: Reprodução/Instagram)
 
 
 
 
 
 
 

Diante da repercussão, Carlos usou também o Twitter para rebater as acusações. "Novamente inventam como se eu tivesse divulgado uma foto dizendo que quem escreve a hashtag #EleNão merecia alguma maldade. Não, canalhas! Foi apenas a replicação da foto de alguém que considera isso uma arte. Me agradeçam por divulgar e não mintam como sempre", rebateu o vereador.
 

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