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Correio Braziliense

Presidenciáveis não poupam críticas aos adversários e sobra para todos

Presidenciáveis não poupam críticas aos adversários. A uma semana das eleições, o tiroteio é cruzado e sobra para todos. A maioria fez campanha em São Paulo, enquanto o petista esteve em Manaus


postado em 30/09/2018 07:00

(foto: Evaristo Sá/AFP; Mauro Pimentel/AFP; Nelson Almeida/AFP; )
(foto: Evaristo Sá/AFP; Mauro Pimentel/AFP; Nelson Almeida/AFP; )

A uma semana das eleições, os candidatos à Presidência tiraram o sábado para elevar o tom dos ataques contra  os seus adversários. O concorrente do PSL, Jair Bolsonaro, foi criticado após declarar que não confiaria no resultado do pleito se não for eleito, enquanto o petista Fernando Haddad foi questionado por defender uma nova Constituinte.

Marina Silva (Rede) disse que o capitão reformado “amarelou” ao afirmar que não aceitaria o resultado do pleito, caso ele não seja eleito. “Parece um discurso de quem está amarelando diante da crítica da opinião pública”, ressaltou. “No Norte, quando alguém se porta desse jeito, quando pega a bola e tenta encerrar o jogo com a bola na mão, como se fosse o dono do jogo, a gente chama isso de amarelar”, completou.

Geraldo Alckmin (PSDB) também criticou Bolsonaro. No bairro paulistano da Lapa, o ex-governador de São Paulo disse que o presidenciável do PSL é um “menino mimado” por questionar as urnas eletrônicas. O candidato tucano destacou que Bolsonaro se elegeu sete vezes deputado e, em todas elas, a urna funcionou. “Agora, se perder, não funciona”, ironizou. O concorrente ao Palácio do Planalto pelo PT, Fernando Haddad, também foi alvo de críticas de Alckmin. Ele classificou como “um absurdo” a ideia do petista de fazer uma nova Constituição. O tucano afirmou ainda que o país tem dívidas com as mulheres e que o Brasil não pode permitir a discriminação desse público.

Em segundo nas pesquisas de intenção de votos, Haddad foi a Manaus fazer campanha. Ele também investiu no discurso voltado às mulheres. Declarou que pretende fixar uma meta para presença de servidoras em seu eventual governo. Além disso, aproveitou para fazer elogios à sua companheira de chapa, a vice Manuela D’Ávila.

“Nossa equipe vai ter muitas mulheres. Queremos, inclusive, fixar uma meta para a presença delas no nosso governo. Entendemos que isso faz parte da democracia. A mulher tem muito pouca participação no Brasil”, disse. “A Manuela vai ter papel, não só como vice, mas como agente política importante. Ela dialoga com toda a juventude brasileira. Nós queremos o protagonismo da juventude e da mulher jovem presente”, complementou.

O candidato do PDT, Ciro Gomes, foi para São Paulo. Ele defendeu que é preciso ampliar a defensoria pública, após encontro com os servidores da categoria. “O advogado é um profissional caro. Se você não fizer o defensor público chegar até a ponta da cidadania, não haverá defesa. As mulheres pagarão caro, porque não vão ter postulação nem sequer de alimentos ou de pensão alimentícia”, afirmou. Ciro também criticou Haddad sobre uma nova Constituinte. “Isso é uma violência institucional.”

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