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Correio Braziliense

Criadores de boatos promovem falsa checagem sobre protesto contra Bolsonaro

Foto de ato de mulheres contra Bolsonaro é verdadeira


postado em 01/10/2018 07:31 / atualizado em 01/10/2018 08:00

Postagem em página de Facebook que tem cerca de 1,2 milhão de seguidores (foto: Reprodução/Facebook)
Postagem em página de Facebook que tem cerca de 1,2 milhão de seguidores (foto: Reprodução/Facebook)

 

Há uma novidade no universo da desinformação. Além dos conteúdos enganosos e fora de contexto que circulam na internet, começam a ganhar impulso supostas "checagens" que apontam montagens e manipulações onde elas não existem. Um exemplo disso foram as postagens que circularam neste final de semana pelo WhatsApp e pelas redes sociais colocando em dúvida a veracidade das fotografias que ilustraram reportagens sobre o protesto contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, realizado no sábado passado no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo.

Ao contestar a existência de multidão retratada nas fotos, que lotou o Largo e os arredores, simpatizantes de Bolsonaro acusaram os jornais de usar imagens que, "na verdade", seriam do Carnaval de 2017, quando o local recebeu milhares de foliões.

A falsa checagem foi compartilhada por várias páginas nas redes, entre elas a "Bolsonaro Opressor", que tem cerca de 1,2 milhão de seguidores.

'Sem controle'


O boato ganhou tamanho impulso que, no fim de semana, acabou levando para a lista das reportagens mais lidas do jornal O Estado de S. Paulo o texto intitulado "Saiu do nosso controle', diz secretário sobre pré-carnaval em Pinheiros", publicada originalmente em 20 de fevereiro de 2017. A reportagem em questão falava da superlotação de foliões no Largo da Batata, na época, e era ilustrada por uma foto do local.

 

Imagem do Largo da Batata lotado de manifestantes contra o candidato Jair Bolsonaro, no sábado (29/9)(foto: Miguel Schincariol/AFP)
Imagem do Largo da Batata lotado de manifestantes contra o candidato Jair Bolsonaro, no sábado (29/9) (foto: Miguel Schincariol/AFP)


As únicas semelhanças entre a foto datada de 2017 e as de agora são o ângulo em que foram feitas e a existência de uma multidão. Os "detalhes" como bandeiras de partidos e de movimentos sociais, além do carro de som e das faixas contra o presidenciável do PSL, foram ignorados nas postagens distribuídas pelas redes sociais.

Esse fato chegou a ser apontado em comentários de internautas que acompanharam as postagens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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