Publicidade

Correio Braziliense

Mesmo em queda nas pesquisas, equipe de Marina barra aproximação com Ciro

Coordenação da campanha da Rede nas eleições 2018 freou articulação de apoiadores da ex-ministra


postado em 03/10/2018 08:09 / atualizado em 03/10/2018 09:14

Os integrantes do partido que fizeram o meio de campo pela aproximação entre Ciro e Marina acreditavam que ela 'sairia maior' com o gesto(foto: Nelson Almeida/AFP)
Os integrantes do partido que fizeram o meio de campo pela aproximação entre Ciro e Marina acreditavam que ela 'sairia maior' com o gesto (foto: Nelson Almeida/AFP)
 

 

Com a queda da candidata da Rede, Marina Silva, nas pesquisas, parte de seus apoiadores tentou articular uma aproximação com Ciro Gomes (PDT), mas a proposta foi vetada pela coordenação-geral de campanha, antes mesmo de chegar à candidata.

Na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na segunda-feira, 1º, Ciro está em terceiro lugar, com 11%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 31%, e Fernando Haddad (PT) com 21%. Marina caiu de 6% para 4%.

Os integrantes do partido que fizeram o meio de campo pela aproximação entre Ciro e Marina acreditavam que ela "sairia maior" com o gesto. A ex-senadora demonstraria coerência com o discurso contra a polarização e pelo futuro do País, disposta a apoiar um nome mais competitivo.

O posicionamento em favor de Ciro teria também outro ponto positivo: evitar que Marina tenha de se posicionar em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Em 2014, ela optou por apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB), investigado na Lava-Jato, e ainda hoje é cobrada por isso.

Na campanha da Rede, a avaliação geral é de que era necessária uma candidatura unificada de centro, mas que o movimento deveria ter sido feito antes. Marina e Ciro são amigos próximos e trabalharam juntos como ministros durante o governo Lula. Neste ano, apesar de adversários, só compartilham elogios em debates. Quando ela começou a cair nas pesquisas, parte da campanha tentou fazer com que adotasse um tom mais crítico ao pedetista, sem sucesso.

A reportagem apurou que a campanha de Ciro Gomes foi sondada de maneira informal. Internamente, o PDT avalia que o movimento teria pouco significado eleitoral, pois os eleitores de Marina não se alinhariam automaticamente e alguns destes votos já estão migrando para Ciro.

Um apoio formal de Marina ao pedetista ainda dependeria de adaptações no programa de governo do candidato, com concessões na área ambiental que minimizem, entre os apoiadores de Marina, o papel de sua vice, Kátia Abreu, ligada a setores ruralistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade