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Correio Braziliense

Alckmin descarta coligação fora da polarização Bolsonaro e Haddad

Ao comentar a sugestão do candidato pelo PDT, Ciro Gomes, de unir as candidaturas com Marina Silva, da Rede, o tucano usou de ironia


postado em 04/10/2018 12:20 / atualizado em 04/10/2018 13:18

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
 

 

Uma coligação fora da polarização Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para a Presidência da República foi descartada pelo ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB, Geraldo Alckmin - pelo menos para o primeiro turno. Ao comentar nesta quinta-feira (4/10), a sugestão do candidato pelo PDT, Ciro Gomes, de unir as candidaturas com Marina Silva, da Rede, o tucano usou de ironia.

"Acho ótima (a sugestão), nós queremos receber o apoio do Ciro e da Marina", brincou o tucano, afirmando que na verdade nenhum candidato vai deixar de ser candidato no primeiro turno das eleições.

Questionado se no segundo turno poderia haver uma união de forças, Alckmin também se esquivou. "Nós vamos para o segundo turno, a eleição é só no domingo, Você tem na espontânea 20% de pessoas que ainda não escolheram candidatos", avaliou.

Sobre a expectativa em relação ao último debate da campanha na TV, que será realizado na noite desta quarta na TV Globo, Alckmin se disse tranquilo e que vai tentar levar as propostas que têm para o Brasil.

"A expectativa é boa, é o debate que encerra a campanha, portanto um debate importantíssimo, com grande atenção dos eleitores, vamos levar nossas propostas, nosso convencimento, pedir o voto para o 45", afirmou o ex-governador.

O tucano disse que percorreu o País inteiro durante a campanha e viu muitas obras paralisadas e que uma das prioridades é retomar as 7 mil obras paradas, por meio de um ajuste fiscal e redução do tamanho do Estado.

 

O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, 4, em entrevista à Rádio Tupi que teme a piora da crise econômica no País em uma eventual vitória do concorrente do PSL, o deputado Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto - enquanto o tucano não chegou aos dois dígitos nas mesmas mostras.

 

Alckmin afirmou que as posições extremistas como as de Bolsonaro não são a solução, e quem assumir a Presidência terá que fazer o mais rápido possível as reformas necessárias para o País voltar a atrair investimentos.

 

"Política a gente faz com convicção. Desde o começo não mudei e venho dizendo que não é o caminho dos extremos, a economia não vai se recuperar na velocidade que precisa com extremos. Quem for eleito vai subir o morro com chuva e lata d'água na cabeça", explicou, dizendo que a prioridade é fazer as reformas da previdência, política e fiscal.  

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