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Correio Braziliense

Justiça autoriza Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB preso, a votar

Ex-governador de Minas está preso há cinco meses e será escoltado até a sessão de votação sem algemas e uniforme do sistema prisional


postado em 05/10/2018 13:41

Eduardo Azeredo deverá votar em horário de pouco movimento e está proibido de conceder entrevistas à imprensa(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Eduardo Azeredo deverá votar em horário de pouco movimento e está proibido de conceder entrevistas à imprensa (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) vai votar no próximo domingo. Preso há cinco meses na Academia do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte, ele teve o pedido atendido pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) da capital, Marcelo Augusto Lucas Pereira. 
 
Segundo a decisão do magistrado, o tucano poderá comparecer ao local de votações sem algemas e uniforme do sistema prisional. Azeredo será escoltado em veículo descaracterizado com policiais à paisana “para não atrapalhar o exercício do voto dos outros eleitores”. 

Ele será conduzido em horário de pouco movimento e está proibido de conceder entrevistas à imprensa. O horário de votação é das 8h às 17h. O juiz justificou a autorização com base no artigo 15 da Constituição, que dá ao preso provisório o direito de votar.
 
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) instalou urnas em quatro unidades prisionais do estado para que 83 presos – com condenações ainda alvo de recurso – possam votar. 

Azeredo foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no caso do mensalão tucano. 

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve negado o direito de votar pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Preso desde abril em Curitiba, o argumento é a "impossibilidade técnica intransponível" de instalar uma urna na sede da Polícia Federal para que o petista possa votar. 

Além disso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já estabeleceu o número mínimo de 20 eleitores para uma urna, garantindo assim o sigilo do voto.  

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