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Correio Braziliense

Advogada do impeachment é a deputada estadual mais votada de SP

Janaína Paschoal supera os 2 milhões de votos e exibe prestígio no mesmo partido de Jair Bolsonaro. Novata na política, a candidata obteve a maior votação na história do estado


postado em 07/10/2018 21:29 / atualizado em 07/10/2018 21:50

Janaína Paschoal usou o Twitter para agradecer os eleitores:
Janaína Paschoal usou o Twitter para agradecer os eleitores: "Peço a Deus serenidade, lucidez e saúde para poder trabalhar muito por São Paulo e pelo Brasil. Sintam -se todos abraçados" (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

 
A advogada Janaína Paschoal, que ganhou fama nacionalmente por ser uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo. Filiada ao PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro, ela obteve a impressionante marca de mais de 2 milhões de votos, totalizando quase 10% da preferência dos eleitores do estado.

“Não quero me antecipar, mas creio que não seja inadequado agradecer os votos, a confiança e o carinho do povo de São Paulo. Peço a Deus serenidade, lucidez e saúde para poder trabalhar muito por São Paulo e pelo Brasil. Não estou conseguindo responder às muitas mensagens, nem mesmo aos telefonemas. Sintam -se todos abraçados. Agradeço também àqueles que, mesmo não votando em São Paulo, a partir de outros estados e países, fizeram campanha para mim, junto aos parentes e amigos paulistas”, publicou a deputada estadual eleita no Twitter. 

Durante o processo de impeachment, Janaína Paschoal protagonizou cena que ganhou repercussão nacional. Em ato na faculdade de Direito da USP, onde leciona Direito Penal, ela fez um discurso exaltado, afirmando que Deus havia mandado uma legião para cortar as asas de cobras que teriam se perpetuado no poder. O episódio foi duramente criticado por personalidades e até virou meme nas redes sociais. 

Antes de se definir pela candidatura a deputada estadual, Janaína Paschoal foi sondada para encabeçar a chapa ao governo de São Paulo pelo PSL. Também chegou a ser cotada a vice de Bolsonaro na campanha presidencial. No entanto, após expor algumas divergências com o correligionário, alegou questões familiares para declinar da oferta. 

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