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Correio Braziliense

Justiça determina soltura de Marconi Perillo, preso pela PF

Ex-governador de Goiás foi preso enquanto prestava depoimento, acusado de receber R$ 12 milhões em propina


postado em 11/10/2018 14:20

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
O desembargador Olindo Menezes, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), concedeu um habeas corpus e determinou a soltura imediata do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo. O político foi preso na quarta-feira (10), enquanto prestava depoimento na sede da Polícia Federal, em Goiânia.

Perillo é acusado de receber R$ 12 milhões em propina e foi detido quando compareceu a PF para ser questionado sobre fatos relacionados a Operação Cash Delivery. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que defende Perillo, criticou a detenção dele durante um depoimento. O jurista afirmou que a prisão foi "arbitrária e infundada e de certa maneira afrontava outras decisões de liberdade que já foram concedidas nesta mesma operação".

O defensor afirmou ainda que Marconi Perillo é inocente e não participou de nenhuma organização criminosa, como apontou o Ministério Público Federal (MPF). "A Defesa não tem nenhuma preocupação com os fatos investigados e temos absoluta convicção na inocência plena do Marconi. O que pedimos, desde o início, é o respeito às garantias constitucionais . Ninguém esta acima da lei e apoiamos toda e qualquer investigação, mas sem prejulgamentos e sem o uso desnecessário de medidas abusivas", disse.

Um dia na cadeia


Marconi Perillo passou a noite em uma sala da Polícia Federal. De acordo com a corporação, por ter ensino superior, ele tem direito a cela especial. No entanto, na carceragem da PF existem outros presos, como suspeitos de ataque a banco. Por conta disso, o ex-governador foi colocado em uma sala, pois não havia cela vazia.

Por ter ocupado o posto de chefe do Executivo em Goiás, ele também teria direito a ficar separado dos demais internos. Ele é acusado de ter recebido propina repassada pela Odebrecht e de ser chefe do esquema criminoso criado para financiar campanhas políticas com dinheiro ilegal.

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