Publicidade

Correio Braziliense

PGR denuncia ministro do TCU e seu filho por tráfico de influência

Aroldo e Tiago Cedraz são acusados de envolvimento em um esquema que tentou interferir no julgamento de um processo para beneficiar a empresa UTC Engenharia


postado em 11/10/2018 16:55 / atualizado em 11/10/2018 16:58

Aroldo e Tiago Cedraz são acusados de atuar sobre o contrato no valor de R$ 3,2 bilhões(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press e Reprodução/Internet)
Aroldo e Tiago Cedraz são acusados de atuar sobre o contrato no valor de R$ 3,2 bilhões (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press e Reprodução/Internet)
A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, denunciou o ministro do TCU, Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas por tráfico de influência, na tarde desta quinta-feira (11/10). De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os denunciados são acusados de receber dinheiro da empresa UTC Engenharia para influenciar no julgamento de processos referentes à usina de Angra 3 que estavam tramitando no Tribunal.

De acordo com as investigações, os acusados atuaram sobre o contrato no valor de R$ 3,2 bilhões, que seria pago ao vencedor da concorrência. A denúncia foi enviada para o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O esquema foi relatado pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC, que fechou acordo de colaboração premiada com o MPF.

Na peça enviada ao Supremo, de acordo com o MPF, estão "as provas reunidas pelos investigadores, como elementos que comprovam a entrega de dinheiro em São Paulo, na sede da UTC e, em Brasília, no endereço onde funciona o escritório de Tiago Cedraz". Além disso, foi realizado o cruzamentos de dados envolvendo "!registros de viagens, entrada dos envolvidos na sede da empresa, tabela de pagamentos apresentada pelo colaborador e documentos apreendidos no escritório do advogado também confirmam a relação entre Ricardo Pessoa e Tiago Cedraz".

Os valores da propina para interferir no processo, de acordo com a investigação, foram negociados em 2012 e repassados até 2014. Durante as diligências, foi identificado o repasse de pelo menos R$ 2,2 milhões.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade