Publicidade

Correio Braziliense

TSE: 912 urnas foram substituídas no Brasil e 17 pessoas acabaram presas

Apenas nos estados do Rio de janeiro e São Paulo, foram trocadas, respectivamente, 111 e 446 urnas eletrônicas. No interior paulista, 10 urnas tiveram os cabos furtados


postado em 28/10/2018 12:03 / atualizado em 28/10/2018 12:03

Apesar de problemas em algumas urnas, não houve necessidade de voto manual(foto: Marri Nogueira/Agência Senado)
Apesar de problemas em algumas urnas, não houve necessidade de voto manual (foto: Marri Nogueira/Agência Senado)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um pouco antes das 11h deste domingo (28/10) que, até o momento, 17 pessoas foram presas no Brasil em ocorrências relacionadas às eleições, 912 urnas tiveram de ser substituídas (representando 0,17% do total), mas em nenhum lugar houve necessidade de votação manual.


A presidente da missão de observadores da Organização de Estados Americanos (OEA) para as eleições brasileiras, Laura Chinchilla, disse há pouco que as votações neste segundo turno ocorrem dentro da normalidade e que não há nenhuma notícia sobre problemas em todo o País.

Junto de sua comitiva da OEA, Laura visitou seções eleitorais de um colégio particular em Brasília. "Estamos observando que tudo está transcorrendo de forma muito tranquila e organizada, assim como no primeiro turno das eleições", disse.

O Estado do Rio de Janeiro teve 111 urnas substituídas nas primeiras horas de votação deste segundo turno das eleições, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O montante significa apenas 0,03% do total de urnas em todo o estado, frisou a diretora-geral do TRE-RJ, Adriana Brandão.

 

Biometria

 

Ao contrário do que ocorreu na votação do primeiro turno, não há formação de filas nas seções eleitorais em decorrência da exigência de identificação através de biometria, informou o TRE-RJ.

"Está tudo correndo muito dentro da normalidade, já era esperado. A votação está bem rápida, nenhum registro de fila", afirmou Adriana.

O uso de dados biométricos do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) pegou de surpresa os eleitores do estado no primeiro turno das eleições. Foi exigida a identificação digital nas seções eleitorais mesmo a quem não fez o cadastro biométrico, o que aumentou o tempo de votação e provocou filas em diferentes zonas eleitorais da capital carioca. No Rio de Janeiro, cerca de 4,6 milhões de eleitores tiveram os dados biométricos do Detran-RJ aproveitados nas urnas eletrônicas. Caso a biometria não funcionasse, o eleitor tinha direito a votar através da identificação manual.

"A biometria continua. Não teve alteração. O processo de identificação biométrica vai acontecer de agora para todas as eleições. A validação acontece no primeiro momento. Ela vai ser no futuro próximo o único processo de identificação para garantir a segurança do processo de votação", explicou Adriana Brandão.

São Paulo registra atraso

 

O Estado de São Paulo registrou em 446 urnas atrasos de até 10 minutos para o início das votações. Tiveram de ser substituídas 169 urnas por motivos variados — em cinco delas faltava o teclado. Em Sorocaba, no interior paulista, 10 urnas em um colégio de votação tiveram os cabos furtados, o que está sendo investigado.

Apesar desses incidentes, o presidente do TRE-SP, desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, disse que a votação está transcorrendo com tranquilidade. "A biometria está funcionando bem e há poucas filas. Às vezes o procedimento de votação acaba demorando um pouco mais (do que seria com o uso do título eleitoral em papel), pelo ressecamento da digital do cidadão. Mas a fidedignidade dessa tecnologia é muito grande", afirma.

No sábado (27/10), cinco urnas escolhidas aleatoriamente foram removidas de suas zonas eleitorais e trazidas ao TRE, onde foram guardadas em um cofre. Nelas está sendo feito hoje o procedimento de votação paralela, com uma votação digital e uma em cédula de papel ao mesmo tempo. Às 17h, as duas contagens serão conferidas para comprovar o correto funcionamento do sistema eletrônico. O procedimento é uma praxe do tribunal, mas ganhou mais importância em um ano em que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) lançou dúvidas sobre a lisura das urnas eletrônicas.

"Vamos desmistificar as notícias falsas, espalhadas em redes sociais, de que haveria possibilidade de fraude no sistema. Não existe essa possibilidade", garantiu o presidente da Comissão de Auditoria do TRE-SP, Silmar Fernandes.

A apuração dos votos começa às 17h. No caso da eleição para governador, o tribunal acredita que até às 19h30 a apuração parcial já terá dado um cenário confiável de quem será o vencedor da disputa.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade