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Correio Braziliense

'Entendi que há razão para o voto', diz Álvaro Dias

Ele, que havia dito três semanas atrás que não votaria caso a disputa ao governo fosse entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), voltou atrás na posição pessoal


postado em 28/10/2018 15:29 / atualizado em 28/10/2018 15:32

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
 

O senador Álvaro Dias, que disputou as eleições presidenciais pelo Podemos, tentou evitar a imprensa neste domingo (28) e não quis revelar o seu voto (o partido havia declarado neutralidade no segundo turno). "Eu disse que sou o senhor do meu silêncio e escravo da minha palavra, então não tenho nada (opção de voto) a declarar hoje", disse numa rápida entrevista coletiva em Londrina, norte do Paraná.

Ele, que havia dito três semanas atrás que não votaria caso a disputa ao governo fosse entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), voltou atrás na posição pessoal. "Eu entendi que há razão para o voto neste momento e por isso vim votar", disse.

Durante a campanha, Álvaro Dias fez duras críticas aos dois adversários. Associou Haddad a escândalos de corrupção dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e chamou Bolsonaro até de "bandido" em ato de campanha. Com o slogan "Abra o olho", o candidato tentou demonstrar que o atual modelo político é "refém" do sistema financeiro e deveria acabar com a cultura "corrupta do toma lá, dá cá". No entanto, o discurso não conseguiu agradar aos eleitores e ele terminou apenas na nona colocação a corrida ao Palácio do Planalto (obteve 859.601 votos, ou 0,80% dos votos válidos).

Álvaro Dias é autor de um projeto de lei que tenta instituir o voto facultativo no país e fez questão de defender a matéria à imprensa. "Eu vim votar porque o voto ainda é obrigatório. Eu tenho um projeto que torna o voto facultativo. As democracias mais evoluídas já tornaram o voto facultativo para que o eleitor tenha o direito de não votar se ele achar que não há razão para o voto", reforçou.

Álvaro Dias reassumiu o cargo no Senado, onde está na terceira legislatura. Ele ainda tem mais quatro anos de mandado.

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