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Correio Braziliense

Romeu Zema (Novo) é eleito governador de Minas Gerais

Candidato do Novo derrota Antonio Anastasia nas urnas e vai comandar Minas Gerais pelos próximos quatro anos a partir de janeiro


postado em 28/10/2018 18:50 / atualizado em 28/10/2018 20:45

Assim como no primeiro turno, Zema votou em Araxá (MG) com uma camiseta do Brasil autografada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Bernardinho(foto: Marcos Canedo/Divulgação)
Assim como no primeiro turno, Zema votou em Araxá (MG) com uma camiseta do Brasil autografada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Bernardinho (foto: Marcos Canedo/Divulgação)

Apontado como franco favorito, Romeu Zema (Novo) foi matematicamente eleito governador de Minas Gerais (77,14% das urnas já foram apuradas) com 71,28% dos votos válidos (5.423.158 votos) contra 2.171.811 (28,72% dos votos válidos) de Antônio Anastasia (PSDB-MG), em uma campanha marcada pela ideia de renovação contra velhas figuras na política mineira. Anastasia (PSDB-MG), que se licenciou do cargo de senador para disputar o governo estadual, acabou sendo derrotado. 

Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Zema é um dos donos do grupo Zema, que possui 430 lojas de varejo distribuídas em seis estados do país. O vice será o empresário Paulo Brant. Do outro lado, Anastasia, velho conhecido da população mineira, foi governador do estado entre 2010 e 2014, quando renunciou ao cargo para participar da estruturação de campanha do então candidato à presidente Aécio Neves (PSDB). 

Aécio é considerado o ‘padrinho’, no meio político, de Anastasia. Durante a campanha, o senador mineiro fez questão de afirmar que, em um eventual governo dele, nem Aécio, nem a família, teriam participação no mandato. Atualmente, Anastasia é um dos representantes de Minas Gerais no Senado Federal. 

A campanha, que foi travada entre os dois candidatos filiados a partidos de direita, concentrou-se na área econômica, envolvendo a crise fiscal de Minas de Gerais, com o parcelamento do salário de servidores, por exemplo. Em comparação, as propostas dos dois candidatos apresentam visões antagônicas sobre um mesmo assunto. 

Zema, por exemplo, afirmou que só receberá o salário de governador quando o pagamento dos servidores forem colocados em dia. Já Anastasia estipulou o pagamento do funcionalismo público estadual até o quinto dia útil do mês subsequente, caso fosse eleito. O candidato do Novo encheu os olhos de investidores do mercado financeiro quando anunciou, em um primeiro momento, a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), mas reviu a ideia posteriormente, o que não está totalmente descartado. Já Anastasia posicionou-se contrário à privatização de tais empresas. 

Na área da saúde, Anastasia prometeu estabelecer parcerias, com o governo federal, para obter verbas para a área em Minas. Já Zema previu a parceria, com a iniciativa privada, para complementar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) à população. Além disso, Minas Gerais enfrenta uma forte crise fiscal. O orçamento, aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) neste ano, prevê um rombo nas contas públicas, neste ano, em R$ 8 bilhões, enquanto que, o novo projeto de orçamento que tramita na ALMG prevê rombo de R$ 11,4 bilhões para 2019.
 
*Estágiário sob supervisão de Anderson Costolli

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