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Correio Braziliense

Ciro Gomes diz que Leonardo Boff é 'um bosta' e que Lula é traidor

Na primeira entrevista após voltar da Europa, candidato derrotado a presidente da República reclama dos petistas, aliados do passado de quem ele pretende se livrar


postado em 31/10/2018 12:05

 Ciro reiterou o que já havia declarado anteriormente, que não pretende
Ciro reiterou o que já havia declarado anteriormente, que não pretende "nunca mais" se aliar ao PT para qualquer campanha eleitoral (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Em sua primeira entrevista após voltar da Europa, para onde viajou no dia seguinte à derrota no primeiro turno das eleições presidenciais, Ciro Gomes (PDT) declarou ter sido "miseravelmente traído" pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus "asseclas".
 
A entrevista foi publicada, nesta quarta-feira (31), pela Folha de S. Paulo. Ciro abriu o leque de queixas contra os petistas. De acordo com o candidato derrotado, ele não pode ser chamado de traidor por não ter declarado apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno.  "A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto", justificou.
 
Ciro reiterou o que já havia declarado anteriormente, que não pretende "nunca mais" se aliar ao PT para qualquer campanha eleitoral.

A mágoa de Ciro diz respeito ao veto de Lula para que o PSB apoiasse o pedetista na disputa presidencial. Em troca, Lula fez o PT retirar candidatura própria em Pernambuco, onde o PSB disputava a reeleição do governador Paulo Câmara.

Bajuladores

Ciro também apontou a metralhadora giratória contra aliados próximos aos ex-presidente Lula.

De acordo com ele, Lula está cercado de bajuladores, listando entre eles a senadora Gleisi Hoffmann, também presidente nacional do PT; Frei Betto e o teólogo Leonardo Boff, que chegou a ser chamado de "bosta" pelo pedetista.

Deixar a política

Ciro deixou em aberto a possibilidade de vir a disputar o Palácio do Planalto. "Quem conhece o Brasil sabe que afirmar uma candidatura para 2022 é mero exercício de especulação", afirmou.

O ex-governador e ex-ministro deu essa declaração ao ser indagado se deixaria a política, tendo em vista que durante a disputa eleitoral chegou a cogitar a hipótese caso Jair Bolsonaro fosse eleito presidente do Brasil.
 

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