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Correio Braziliense

Bolsonaro diz que será 'grande passo' aprovar idade mínima em 2018

Medida seria uma tentativa de antecipar partes da reforma da Previdência Social


postado em 05/11/2018 16:01

(foto: Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Mauro Pimentel/AFP)

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, em entrevista exibida na tarde desta segunda-feira (5/11) pela TV Aparecida, que será um “grande passo” se o Congresso Nacional aprovar a idade mínima para a aposentadoria no serviço público e no setor privado. A medida seria uma tentativa de antecipar partes da reforma da Previdência Social, o que facilitaria as ações do governo em 2019.

O atual presidente Michel Temer encaminhou em 2016 uma proposta para aprovar a reforma da previdência com idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Há exceções, como nos casos de professores, policiais e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde. 

"O grande passo no meu entender, neste ano, se for possível, passar para 61 anos no serviço público para homem e 56 para mulher e majorar também um ano nas demais carreiras. Acredito que seja um bom começo para a gente entrar o ano que vem já tendo algo de concreto para nos ajudar na economia", disse.

Bolsonaro afirmou que não tem como generalizar a idade mínima. “Fala-se muito em 65 anos, mas você não pode generalizar isso daí. Tem certas atividades que nem aos 60 é compatível a aposentadoria. Nós devemos manter essas questões. Você vê a expectativa de vida do policial militar no Rio de Janeiro, não tenho o valor exato aqui, mas está abaixo de 60 anos. Então, não é justo botar lá em cima isso daí”, disse.

O presidente eleito também afirmou que quer acabar com incorporações do serviço público. “Queremos dar um passo, por menor que seja, mas dar um passo na reforma da Previdência, que é necessária”, disse Bolsonaro. 

O deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, reforçou, em entrevista ao SBT, que o “sentimento de dentro do Congresso” é de que não será possível votar a reforma em 2018. “Ano que vem começaríamos o ano com a reforma”, declarou. “Se perdêssemos, seria tratado como a primeira derrota de Jair Bolsonaro, antes de ser empossado”, apontou. 

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