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Correio Braziliense

Parlamentares veteranos do Senado se mobilizam em busca da presidência

A cadeira será disputada em fevereiro de 2019


postado em 06/11/2018 06:00 / atualizado em 05/11/2018 23:36


Atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE)(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Parlamentares veteranos do Senado já se mobilizam em busca da Presidência da Casa, hoje ocupada por Eunício Oliveira (MDB-CE), mas que não conseguiu se reeleger no pleito de outubro. A cadeira será disputada em fevereiro de 2019.

Nomes da velha guarda, como Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e novatos, como o ex-governador do Ceará e irmão de Ciro Gomes, Cid Gomes (PDT), são alguns dos favoritos. O senador eleito Esperidião Amin (PP-SC), que mesmo quando estava sem mandato mantinha conversas políticas com parlamentares, também é um dos cotados para chefiar a Casa. A emedebista Simone Tebet (MS), que dialoga com bancadas importantes, também é um nome possível para o cargo.

“Renan é um nome forte, mas gostaria de ver uma mulher na Presidência. Simone é antiga e mantém boa relação com os parlamentares”, disse um senador ao Correio. Outro parlamentar afirmou que, possivelmente, quem ganhará força no ano que vem será algum aliado do presidente eleito Jair Bolsonaro ou até alguém do próprio partido dele. “O PSL conseguiu eleger quatro nomes e tem o Major Olimpio, que mantém uma boa relação com Bolsonaro”, disse. (GV)

Bolsonaro x FHC

Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) trocaram farpas pelas redes sociais, após o tucano afirmar que declarações recentes do presidente eleito poderiam prejudicar a imagem do país no exterior. No domingo, Bolsonaro publicou em sua página no Twitter uma foto de FHC deitado em uma poltrona, segurando o livro Prisoner of the State — The Secret Journal of Chinese Premier Zhao Ziyang. A imagem rendeu comentários dos seguidores de Bolsonaro de que o ex-presidente era adepto do comunismo, já que o livro trata de Zhao Ziyang, ex-líder comunista deposto da liderança do Partido Comunista da China em 1989 por se opor aos massacres ocorridos na Praça da Paz Celestial. Ontem, o tucano rebateu: “A desinformação é péssima conselheira, sobretudo vinda dos poderosos”, escreveu. “Na foto do Twitter eu apareço lendo um livro de ex-premiê da China, deposto e preso, em que critica o regime. Isso aparece como ‘prova’ de que sou comunista. Só faltava essa. Cruz, credo!”

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