Publicidade

Correio Braziliense

Eunício nega ter aprovado reajuste de ministros para prejudicar Bolsonaro

O presidente do Senado afirmou que não votou no presidente eleito, mas que torce por uma boa gestão do deputado à frente do Planalto


postado em 08/11/2018 15:03

Mesmo assumindo as diferenças que tem com Bolsonaro, Eunício ressaltou estar aberto para discussões (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Mesmo assumindo as diferenças que tem com Bolsonaro, Eunício ressaltou estar aberto para discussões (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
Um dia depois de aprovar em plenário o reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal e para procurador-geral da República, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB-CE), negou que tenha pensado em prejudicar o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro com a “pauta-bomba”. 


“Além de presidente, eu sou gestor desta Casa. Todos nós temos um teto. Os poderes são harmônicos, mas independentes entre si. O projeto foi discutido e aprovado na Câmara, depois aqui no Senado, então eu pautei a matéria. Quem disse que não deu parecer, não deu porque não quis. Teve tempo”, rebateu Eunício, respondendo às críticas dos parlamentares que afirmaram não terem dado o parecer da proposta. 


O senador disse ainda que, apesar de não ter votado em Bolsonaro no primeiro turno nem no segundo, entende que vive em uma democracia e, portanto, o presidente eleito pelo país, também é o dele. “Não votei nele, mas eu sou brasileiro e democrata. A  partir daquele momento (vitória no segundo turno), que passou a ser o presidente eleito do meu pais, passou a ser também meu presidente”.


Mesmo assumindo as diferenças que tem com Bolsonaro, Eunício ressaltou estar aberto para discussões a respeito do orçamento. Essa era uma das preocupações do futuro presidente do país, quando questionado se torcia pela aprovação do reajuste. À imprensa, disse que “não era o momento”. 


“O Congresso tem pleno funcionamento, a democracia ainda está valendo, graças a Deus. Temos um presidente eleito montando a equipe ainda. É natural que possamos discutir o orçamento para o próximo ano, que, pela Constituição, tem que ser encaminhado até junho do ano anterior para ser executado no ano seguinte”, explicou.


O presidente do Senado disse ainda que, mesmo com o posicionamento de Bolsonaro, não poderia deixar de aprovar o orçamento, “porque isso é um andamento constitucional”. “Como temos uma mudança de gestor, ele tem a liberdade de falar comigo, a hora que quiser, o dia que quiser, para que possamos discutir adaptações no orçamento. Eu estou aberto para discutir qualquer matéria. Se houver um convencimento de que essa matéria criará problema para o Brasil, ela poderá não ter o meu apoio”, finalizou. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade