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Correio Braziliense

Ministro do Meio Ambiente terá perfil alinhado com Bolsonaro, diz Tereza

A meta é que o ministro do Meio Ambiente seja altamente técnico


postado em 08/11/2018 15:23 / atualizado em 08/11/2018 16:07

A futura ministra também não sinalizou se manterá os atuais secretários da pasta(foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)
A futura ministra também não sinalizou se manterá os atuais secretários da pasta (foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)
 
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recuou da ideia de fundir o ministério da Agricultura com o Meio Ambiente, mas o perfil do futuro ministro ambientalista deve ser o de alguém alinhado com os ideais do governo. A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), indicada à Agricultura, reforçou nesta quinta-feira (8/11) que o auxiliar adotará uma postura semelhante à do pesselista, que se diz contra a “indústria da multa” e favorável a acabar com o “viés ideológico”. 

A meta é que o ministro do Meio Ambiente seja “altamente técnico”. “Não só eu, como todos os produtores brasileiros esperam isso”, disse Tereza. O perfil será discutido entre a equipe de transição do governo e a hipótese de a deputada participar da escolha do ambientalista não está descartada. “Se for chamada para opinar estarei junta. Já converso com o pessoal que trata do meio ambiente, ouvindo o que pensam”, destacou. 

O momento, ressalta Tereza, é de ouvir muito para montar uma linha de trabalho e o que se quer para as pastas. A própria montagem do ministério da Agricultura e o perfil a ser adotado está em debate. “Ainda estou discutindo com algumas pessoas. Acho que temos pontos muito importantes (a discutir), principalmente a parte de comércio exterior, os convênios e acordos bilaterais que temos que ter”, declarou. 

O comércio de carnes é um dos temas que ela sugeriu que terá um cuidado especial. Ressaltou que é importante para o país e há problemas a serem enfrentados, como embargos de nações à importação de algumas carnes brasileiras. “Temos alguns problemas acontecendo, outros melhorando. Tivemos a abertura da Rússia para carnes suínas. Ainda é tudo novo para mim, apesar de conhecer o setor”, analisou.

A futura ministra também não sinalizou se manterá os atuais secretários da pasta. “Não tenho nada ainda pré-concebido. Já estou olhando como funciona o ministério, quais as secretarias, formando opinião. Ao longo de dois meses a gente vai compor o que será o novo ministério”, explicou. A pasta, garante, não se privará de entrar em debates polêmicos, como os agrotóxicos.

De acordo com Tereza, o tema terá “muito espaço de debate” no Ministério. Ela defendeu a aprovação do projeto de lei que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos destacando que dá opção ao produtor brasileiro usar as mesmas moléculas usadas no exterior. “Através de agilidade, transparência e governança. No projeto não se fala nada mais além disso e não tira poder de ninguém”, afirmou. 

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