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Correio Braziliense

Doria diz que gostaria de ter Meirelles como secretário da Fazenda

Governador eleito de São paulo disse a interlocutores que gostaria de ter o ex-ministro cuidando da pasta da Fazenda. No entanto, nenhum convite formal foi feito


postado em 12/11/2018 13:38 / atualizado em 12/11/2018 13:42

Meirelles e Doria se encontram em evento com empresários em São Paulo, em 2017(foto: Nelson Almeida/AFP)
Meirelles e Doria se encontram em evento com empresários em São Paulo, em 2017 (foto: Nelson Almeida/AFP)

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse a interlocutores que gostaria de contar com o ex-ministro Henrique Meirelles, candidato derrotado do MDB à Presidência, em sua equipe, como secretário da Fazenda.

O tucano considera o emedebista o "secretário dos sonhos", mas ainda não fez um convite formal. Terminado o primeiro turno, Meirelles abriu conversas com diversas instituições do mercado financeiro para voltar à iniciativa privada.

Presidente do Banco Central na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Fazenda de Michel Temer, Meirelles obteve pouco mais de 1% dos votos válidos na disputa presidencial.

Doria já anunciou três ministros de Temer em seu secretariado: Rossieli Soares, na Educação; Gilberto Kassab (PSD), na Casa Civil, e Sérgio Sá Leitão, na Cultura. O atual ministro da Fazenda de Michel Temer, Eduardo Guardia, teve uma conversa reservada com o governador eleito na semana passada, mas também não houve convite formal para o cargo.

Assim como o presidente eleito Jair Bolsonaro fez, em Brasília, com Sérgio Moro, Doria vai anunciar nesta segunda-feira, 12, um magistrado que vai comandar a Justiça: o desembargador Paulo Dimas Mascaretti, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A negociação foi fechada no final de semana e envolveu diretamente a cúpula do Tribunal de Justiça.

Doria também vai anunciar o primeiro nome tucano de seu secretariado. Dos cinco titulares escolhidos até agora, nenhum é do PSDB, o que gerou críticas do presidente da sigla em São Paulo, Pedro Tobias.

"Acho estranho ele não ter indicado ninguém do PSDB. Doria precisa tratar o partido com mais carinho. O PSDB esteve ao lado dele na campanha", disse o deputado estadual Pedro Tobias, presidente estadual da legenda.


Tucanos e PSL

Vinte e quatro anos depois de o PSDB chegar ao poder em São Paulo, o governador eleito está montando sua equipe sem consultar o partido, que já está fora dos principais cargos políticos do Palácio dos Bandeirantes.

Os sete primeiros secretários anunciados não incluíam nenhum tucano. Nesta segunda-feira, Doria apresentou o primeiro nome do partido: a deputada estadual Célia Leão (PSDB), da região de Campinas, será secretária da Pessoa com Deficiência. Além dela, que está no sétimo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo, Doria anunciou que o desembargador Paulo Dimas, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, será o secretário de Justiça.

 

 

Outro movimento do governador eleito é tentar se aproximar do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, ele deve se reunir com o presidente estadual da legenda, Major Olimpio, que fez campanha contra o tucano no 2° turno em São Paulo. O encontro é uma tentativa de pacificar a relação com o PSL, que elegeu a maior bancada da Assembleia, com 14 deputados.

 

A legenda pode fazer parte do secretariado de Doria. Segundo o deputado federal Eduardo Bolsonaro, vice-presidente do PSL paulista, um deputado estadual do partido pode ser indicado para a equipe do tucano. Bolsonaro ressaltou, porém, que isso não implica "necessariamente" em alinhamento automático de toda a bancada com as propostas apresentadas pelo Palácio dos Bandeirantes. 

 

"Acho que o Doria, pelo que ele falou na sua campanha, está, pelo menos nesse momento, alinhado às ideias do Jair Bolsonaro, que são as ideias do PSL. Então naquilo que for ajudar a polícia a bem trabalhar e evitar doutrinação nas escolas, estamos juntos", disse Eduardo Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo

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