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Correio Braziliense

Justiça manda soltar Joesley Batista e Ricardo Saud

Joesley e Saud são acusados de atrapalhar as investigações por omitir informações nos depoimentos de delação premiada


postado em 12/11/2018 16:13 / atualizado em 12/11/2018 17:30

(foto: Evaristo Sa/AFP e Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
(foto: Evaristo Sa/AFP e Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nefi Cordeiro ordenou a soltura do dono da JBS, Joesley Batista, o ex-executivo da empresa Ricardo Saud, e os demais presos na Operação Capitu. Joesley e Saud haviam sido presos, na última sexta-feira (9/11), acusados de omitir informações nos depoimentos de delação premiada e de atrapalhar investigações.

A operação investiga a suspeita de que a JBS teria pago propina ao MDB em troca de medidas que beneficiavam a empresa no Ministério da Agricultura, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Ao haviam sido presas 19 pessoas.

Em decisão proferida no domingo, Cordeiro já havia soltado Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária. O ministro, então, decidiu estender os efeitos do Habeas Corpus para os outros presos, acatando ao pedido da defesa da Joesley. Segundo a decisão, os fatos da denúncia são antigos e, por isso, não justificam a prisão

Realizada em conjunto com a Receita Federal, a Operação Capitu é baseada na delação de Lúcio Funaro, apontado como o operador do MDB. Em depoimento, Funaro afirmou que a JBS repassou R$ 30 milhões para os diretórios do partido - 15 milhões para o nacional e 15 milhões para o mineiro. Na delação, ele disse também que Antônio Andrade, vice-governador de Minas Gerais, foi indicado para o Ministério da Agricultura pelo grupo político de Eduardo Cunha. Em troca, Andrade ajudava no esquema que favoreceu a JBS.

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