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Correio Braziliense

Almirante Fernando Antonio Ribeiro é cotado para assumir a Defesa

Joaquim Levy, ex-ministro de Dilma Rousseff, foi confirmado no BNDES, e outros ministros e cargos devem ser divulgados esta semana. Um dos cotados é o almirante de esquadra Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, para a Defesa


postado em 13/11/2018 06:00

Joaquim Levy, ex-ministro de Dilma Rousseff, foi confirmado no BNDES(foto: Kham/AFP - 31/3/18)
Joaquim Levy, ex-ministro de Dilma Rousseff, foi confirmado no BNDES (foto: Kham/AFP - 31/3/18)
Além da confirmação de Joaquim Levy para presidir o BNDES, o presidente eleito Jair Bolsonaro e a equipe de transição também informaram nomes que estão sendo estudados para ocupar os futuros cargos da Esplanada. Segundo apurou o Correio, o almirante de esquadra Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro está cotado como possível novo ministro da Defesa. A expectativa é de que mais quatro nomes sejam divulgados ao longo desta semana.

Por enquanto, há seis nomes confirmados para os ministérios de Bolsonaro: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Tereza Cristina (Agricultura) e o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Para a pasta de Meio Ambiente, a atriz Maitê Proença entrou ontem como uma das candidatas para assumir o comando (Veja fotolegenda). Apesar disso, os mais cotados para o ministério são o ex-deputado federal e engenheiro agrônomo Xico Graziano e o pesquisador Evaristo de Miranda, da Embrapa Territorial. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, como mostrou o Correio, está por trás das negociações para definir o novo chefe do setor.

No Ministério da Defesa, a Marinha aparenta ganhar a queda de braço contra o Exército para indicar um almirante de esquadra — o posto mais elevado da Força. Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, ex-comandante geral do Corpo de Fuzileiros Navais, é um dos cotados para o cargo. Até o início da última semana, o general Augusto Heleno era o nome mais forte para a pasta, mas foi realocado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A indicação de um almirante de esquadra é sugestão do vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão.

Em conversa com jornalistas, no Rio de Janeiro, o presidente eleito também destacou que o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) é cotado para assumir o Ministério da Saúde no próximo governo. “Conversei com o Mandetta hoje (ontem), dei mais um passo”. E completou: “Pode (ser o novo ministro), está sendo conversado o nome dele, mas nada definido”, disse.

Se confirmado, Luiz Henrique Mandetta será o segundo nome de Mato Grosso a assumir um ministério no governo Bolsonaro. Além disso, será o terceiro parlamentar do DEM na Esplanada. Durante a entrevista, o presidente eleito defendeu a nomeação de Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O economista foi ministro da Fazenda durante o governo Dilma Rousseff, de onde saiu menos de um ano depois por causa de divergências com a base do PT e com o então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

“Não tem nenhum processo contra ele. Esse é o argumento do Paulo Guedes, e eu tenho que acreditar. Na primeira semana, não vai ter mais sigilo no BNDES. Eu não sei o Joaquim Levy. Meu contato é com o Paulo Guedes, ele é quem vai abrir. Se não abrir, alguma coisa vai acontecer”, alertou Bolsonaro.

Outras fusões

As quatro pastas com status de ministério sediadas no Palácio do Planalto — Casa Civil, Secretaria de Governo, Secretaria Geral e Gabinete de Segurança Institucional — devem ser reduzidas para três, segundo o ministro extraordinário, Onyx Lorenzoni: Secretaria Geral deve ser fundida com a de Governo. Lorenzoni chegou a insinuar que o advogado Gustavo Bebianno, coordenador da campanha de Bolsonaro, poderia ocupar a pasta da Secretaria Geral. Ao ser questionado se a declaração seria um ato falho, no entanto, o articulador da transição foi enfático. “Não, foi um desejo de alguém que quer ver uma pessoa importante na campanha, que tem todas as condições de participar. Mas sempre fui disciplinado e quem define isso é o futuro presidente”, explicou.

Maitê na Esplanada?

O Ministério do Meio Ambiente chegou a ser cogitado para se unir ao da Agricultura no próximo governo. O projeto foi deixado de lado e nomes estão sendo pensados para assumir a pasta. A atriz Maitê Proença confirmou ontem que houve uma sondagem para que ela assumisse. “A ideia é tirar o viés ideológico a que o setor ambiental ficou associado. Trazer um nome que possa abrir as portas que se fecham para os ecologistas. Um nome ligado às causas ambientais, mas que circule nos diversos meios de forma isenta. E que possa colocar a pasta acima de picuínhas políticas. Mas o meu nome é apenas uma ideia”, afirmou ao jornal O Globo.

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