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Correio Braziliense

Indicado para Relações Exteriores é jovem e pode sair nesta quarta, diz Bolsonaro

Bolsonaro disse que a questão está bastante avançada


postado em 14/11/2018 11:44 / atualizado em 14/11/2018 11:44

(foto: Sérgio Lima/AFP)
(foto: Sérgio Lima/AFP)

 

O anúncio do futuro ministro das Relações Exteriores pode sair ainda nesta quarta-feira (14/11) e será um nome "jovem", afirmou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista à TV Record pela manhã, Bolsonaro disse que a questão está bastante avançada. "Talvez tenhamos aí um jovem ministro" para a pasta, disse o presidente eleito, informando que conversou duas vezes com o pretendente.

Questionado sobre a reunião dos governadores de Estado, que acontece na tarde desta quarta-feira em Brasília, Bolsonaro disse que ficou sabendo do encontro apenas "depois que a reunião já tinha sido marcada", mas que irá participar do encontro. "Sei que eles têm suas demandas, vamos passar elas para a nossa equipe econômica. O que eles querem nós queremos", disse o militar da reserva.

Bolsonaro busca quadro dentro do Itamaraty, diz Mourão

 

Em entrevista à Rádio Eldorado, o futuro vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, explicou em que ponto está a discussão sobre a indicação do próximo ministro das Relações Exteriores. "Bolsonaro está buscando um quadro dentro do Itamaraty para assumir o ministério. Marcos Galvão é um dos cotados", afirmou Mourão. Atualmente, Galvão é secretário-geral das Relações Exteriores.

Questionado sobre declarações de Bolsonaro que causaram surpresa na comunidade internacional - como a retirada do Brasil do Acordo Climático de Paris e até mesmo da Organização das Nações Unidas, assim como a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém -, Mourão contemporizou. "Ainda não houve a definição de quem assume a chancelaria. Até por isso, quando Bolsonaro for aconselhado de forma profissional, tenho certeza que irá rever certas declarações", afirmou.

A indicação do general Fernando Azevedo e Silva para o ministério da Defesa foi contextualizada pelo vice-presidente eleito. "O general Fernando é um dos poucos que faz a interface entre civis e militares, tem bom trânsito nas duas esferas", declarou. De acordo com o militar, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira, chegou a ser convidado para assumir a Defesa, mas optou por declinar o convite, para ter maior tempo de contato com familiares.

"Leal Ferreira tem este perfil de transitar em todos os setores. No momento em que ele declinou, se procurou um general de quatro estrelas, independente da força, e o general Fernando se sobressai por suas características e conjunto da obra", pontuou Mourão.

Mourão explicou que ele mesmo chegou a ser sondado por Bolsonaro para acumular funções e assumir algum ministério. "Ele me deu liberdade de escolha, mas preferi ficar mais livre para ajudar em qualquer tarefa que fosse necessária", comentou.


Moro


O presidente eleito disse na entrevista que vai pedir ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que faça um esforço para aprovar a medida provisória (MP) que prevê a destinação de recursos de loterias federais para a segurança pública. Bolsonaro e Maia se encontraram na manhã desta quarta, depois da entrevista à Record.

Segundo Bolsonaro, a aprovação da MP é um pedido do juiz Sergio Moro, que vai assumir o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública. "Se não aprovar, Moro começa sem recursos para fazer o que quer, que é o combate a corrupção e ao crime organizado", disse o presidente eleito, que está em Brasília.

Além de novos recursos para a segurança pública, o encontro também deve tratar sobre a aprovação de novos gastos para o governo futuro, a exemplo do que aconteceu com o aumento para o Judiciário, aprovado na semana passada. "Temos que entender que estamos no mesmo barco", disse Bolsonaro.

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