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Correio Braziliense

''A extinção é um prejuízo'', diz presidente do Conass sobre Mais Médicos

Leonardo Vilela defende a adequação do programa e teme a ruptura abrupta com os médicos cubanos


postado em 14/11/2018 17:56 / atualizado em 14/11/2018 18:50

O que preocupa Vilela é o desenrolar dos impactos do anúncio da ilha caribenha: alternativas(foto: Marco Monteiro/Diario da Manha)
O que preocupa Vilela é o desenrolar dos impactos do anúncio da ilha caribenha: alternativas (foto: Marco Monteiro/Diario da Manha)
 
 
“Para o programa ser extinto deve-se ter uma outra alternativa. A extinção é um prejuízo” Com essa afirmação, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, sai na defesa do Mais Médicos. O programa perdeu nesta quarta-feira (14//11) o apoio do governo cubano, após críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro. 

O que preocupa Vilela é o desenrolar dos impactos do anúncio da ilha caribenha. “Como fazer a transição? De que forma? A população será penalizada de alguma forma? A saída abrupta, repentina deve ser pensada se não vai causar danos à população”, pondera. 

Ele defende a adaptações no programa. “Deve-se estabelecer critérios mais justos, definidos, para priorizar os vazios existenciais de municípios e de como os serviços são prestados”, avalia. 

Vilela cita a desaceleração na contratação de médicos cubanos. “Nos últimos anos já havia uma substituição paulatina de cubanos para brasileiros. Agora, o esvaziamento repentino não era esperado. As universidades brasileiras estão formando mais profissionais, mas substituirão os que deixarão o programa?”, explica. 

Apesar da polêmica, o Mais Médicos contrata profissionais de diversas nacionalidades. Desde 2016, o Ministério da Saúde vem diminuindo o volume de médicos cubanos no programa. Eles chegaram ser 11,4 mil profissionais da ilha caribenha trabalhando no país. Hoje, são 8,3 mil.

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