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Correio Braziliense

Lula nega ser dono, mas diz que pensou em comprar o sítio de Atibaia

Ex-presidente nega as acusações e diz, mais uma vez, não ser o dono do terreno, que está em nome de um dos sócios do filho dele


postado em 14/11/2018 20:20 / atualizado em 14/11/2018 20:41

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
Durante depoimento sobre ação do sítio em Atibaia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que chegou a pensar em comprar a propriedade, em 2016, mas que o Jacó Bittar não tinha interesse em vendê-la.

“Eu, na verdade, pensei em comprar o sítio para agradar a dona Marisa em 2016. Se eu quisesse comprar o sítio, eu tinha dinheiro para comprar, mas acontece que o Jacó Bittar não pensava em vender o sitio porque tinha aquilo como patrimônio”, disse Lula. Questionado sobre a minuta de escritura de 2012, não concretizada, encontrada na casa do próprio ex-presidente, na qual Lula e Marisa apareciam como potenciais compradores do local, o petista afirmou que “Não tinha interesse (em comprar), mas alguém tinha interesse em vender. Se foi feita uma minuta, obviamente que, como eu era amigo deles, eles poderiam ter oferecido para mim. Se eu quisesse comprar o sítio, eu poderia ter comprado o sítio".

Segundo a força-tarefa da Operação Lava-Jato, o petista teria recebido propina do Grupo Schain por meio do pecuarista José Carlos Bumlai e das empresas OAS e Odebrecht em troca de acordos fechados com a Petrobrás. Lula é acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

Os valores, que teriam chegado a R$ 1 milhão, foram pagos por meio de melhorias na propriedade. Ao aceitar a denúncia, em agosto de 2017, o juiz Sérgio Moro afirmou que as provas do inquérito levavam ao entendimento de que o petista se comportava como proprietário do local e que as obras seriam em benefício dele. O ex-presidente nega as acusações e diz não ser o dono do sítio, que está em nome de um dos sócios do filho dele.

Com o afastamento de Moro, que aceitou o cargo de futuro ministro da Justiça, a juíza federal substituta Gabriela Hardt conduz o processo. A juíza iniciou a audiência fazendo perguntas ao réu e depois abrirá para fala da acusação, neste caso o Ministério Público Federal. Hardt trabalha com o futuro titular do Ministério da Justiça desde 2014 e já chegou a substituí-lo em audiências.

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