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Correio Braziliense

Tereza Cristina diz que manterá programas sociais na Agricultura

Assim como o atual ministro, Blairo Maggi, ela mantém ligações com grandes produtores, porém, terá maior poder, incorporando mais áreas na alçada do ministério


postado em 20/11/2018 06:00 / atualizado em 20/11/2018 12:04

Tereza Cristina (DEM-MS)(foto: Sergio Lima/AFp)
Tereza Cristina (DEM-MS) (foto: Sergio Lima/AFp)
Ao que tudo indica, a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), deve manter os programas adotados pela atual gestão da pasta. Assim como o atual ministro, Blairo Maggi, ela mantém ligações com grandes produtores, porém, terá maior poder, incorporando mais áreas na alçada do ministério.

Em entrevista à rádio CBN, a ministra confirmou que a Agricultura vai juntar atividades de outras pastas. “A equipe de transição me pediu para trazer várias atividades para o Ministério da Agricultura, como a agricultura familiar, que está em estudo preliminar; a pesca virá; a Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural); a área de floresta plantada; e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)”, disse a futura ministra.

Tereza também enfatizou que pretende dar prioridade à agricultura familiar, com mais incentivos para acesso a crédito e tecnologia. Apesar do discurso dela, entidades, como o Movimento dos Sem Terra (MST) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), criticaram publicamente a indicação da futura ministra, sob a alegação de que ela pouco contribuirá para a reforma agrária e a agricultura familiar.

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, disse que, após duas reuniões com a futura comandante da pasta, ela sinalizou que deve dar continuidade aos programas adotados pela atual gestão. Segundo ele, Tereza se comprometeu a dar continuidade ao programa Agro+, que teve como objetivo desburocratizar o setor. “Nós fizemos questão de passar nossos projetos prioritários, como o Agro . Nós já resolvemos mais de 1.100 problemas apresentados pelo setor produtivo na questão da burocracia”, apontou. Nos cálculos da pasta, a economia dos produtores com a medida foi em torno de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões.

Novacki também citou o interesse da futura ministra em dar continuidade ao Agro Integridade, que é um programa de compliance da pasta, criado para reduzir os impactos da Operação Carne Fraca, que abalou o setor no ano passado. “O ministério passou por um período ruim, que começou com a Operação Carne Fraca”, afirmou. “Instauramos auditorias nas plantas frigoríficas e queremos entregar já o resultado disso para a nova ministra”, completou o secretário executivo.

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