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Correio Braziliense

Castello Branco inicia conversas para discutir o futuro da Petrobras

Ele voltou a manifestar posição favorável à privatização de parte da empresa, mas evitou opinar sobre a repartição de recursos da cessão onerosa com estados e municípios


postado em 20/11/2018 13:30

Roberto Castello Branco, da FGV, será o presidente da Petrobras durante o governo de Jair Bolsonaro(foto: FGV/Divulgação)
Roberto Castello Branco, da FGV, será o presidente da Petrobras durante o governo de Jair Bolsonaro (foto: FGV/Divulgação)

O futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, começou a despachar com a equipe econômica do governo de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O economista se reuniu na manhã desta terça-feira (20/11) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) com integrantes para discutir os rumos da estatal. Ele voltou a manifestar posição favorável à privatização de parte da empresa, mas evitou opinar sobre a repartição de recursos da cessão onerosa com estados e municípios. 

A proposta de cessão onerosa autoriza a Petrobras a transferir a petroleiras privadas até 70% dos direitos da estatal de exploração de petróleo na área do pré-sal. O coordenador do programa econômico de Bolsonaro e futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, se comprometeu a dividir os recursos com estados e municípios em negociação com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Castello Branco, no entanto, se esquivou dos questionamentos. “Isso não é função da Petrobras, é do governo. Uma decisão do Executivo Federal”, declarou. 

O próximo presidente da maior estatal brasileira voltou a argumentar que o foco será a aceleração da exploração do pré-sal. É um sinal de que refinarias e a BR Distribuidora podem ser privatizadas. No entanto, Castello Branco evitou dar mais informações. “Os planos vão ser detalhados. Por enquanto, não tenho nenhuma informação relevante a fornecer a vocês (imprensa)”, afirmou. A expecatativa é que ele retorne para o CCBB para participar de mais reuniões com a equipe econômica.

A meta é avançar nas conversas com a equipe econômica ao longo de novembro e dezembro para “chegar pronto” para “enfrentar os desafios” a partir de de 2019. “Agora, é a pré-temporada. O campeonato só começa em janeiro”, explicou. Governantes costumam dizer que a Petrobras tem “total autonomia” para definir as políticas da estatal, mas, como a privatização de partes da estatal é defendida por Castello Branco, Bolsonaro e Guedes, a ideia é antecipar as discussões acerca do modelo de venda dos ativos. 

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