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Correio Braziliense

Mesmo com três ministros, DEM não apoia formalmente Bolsonaro, diz ACM Neto

O líder da legenda destacou que o partido não criará nenhuma dificuldade para que qualquer um dos seus quadros possa contribuir com o país


postado em 21/11/2018 18:39 / atualizado em 21/11/2018 18:41

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O presidente do DEM, ACM Neto, disse que a participação de três nomes do partido nos ministérios do presidente eleito Jair Bolsonaro não significa apoio formal da sigla ao governo. A bancada se reuniu com o chefe do Executivo na tarde desta quarta-feira (21/11). As declarações foram dadas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões do governo de transição. 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) escolheu três parlamentares do DEM para assumir cargos nos ministérios: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). 

ACM Neto afirmou que os três nomes são muito qualificados, mas que não quer dizer um apoio formal ao governo de Bolsonaro. "São parlamentares que reúnem todas as condições de ocupar os cargos", disse. "Essa (reunião) foi uma primeira conversa institucional e a partir daí teremos uma série de desdobramentos", completou. 

O presidente do DEM disse que ele não pode "lamentar" o fato de o partido ter "grandes quadros". "Se nós temos quadros qualificados, nós temos que permitir que eles contribuam para o país", alegou. "Integrar ou não a base não tem nenhuma vinculação com qualquer cargo. Se o presidente Jair Bolsonaro não estivesse escolhido nenhum do DEM para compor, e nós concordássemos com a agenda do país, nós iríamos integrar a base", comparou ACM Neto.  

Ele ressaltou ainda que não há nada de errado nas nomeações e que Bolsonaro está sendo coerente com as promessas de campanha. "O que é preciso deixar claro é que os quadro realmente reúnem qualidade e prepara para desempenhar as funções, mas foram escolhas dele. Não foi escolha do Democratas.", enfatizou o presidente do partido.

ACM Neto destacou que o partido não vai criar nenhuma dificuldade para que qualquer um dos seus quadros possa contribuir com o país. "O Democratas integrar ou não a base do governo depende ou não fundamentalmente sobre a agenda do país. Essa decisão vai ser tomada no momento certo e será fruto da deliberação da comissão executiva nacional do país. Hoje nós fizemos uma primeira conversa institucional, produtiva e proveitosa que certamente vai gerar frutos e desdobramentos, mas a ida de quadro não significa dizer que o partido já está na base", alegou.  

Reforma da Previdência

ACM Neto destacou que a reforma da Previdência faz parte do hall de medidas que o DEM defende. "Vai ser fundamental que o governo enfrente a questão do deficit fiscal do Brasil e é impossível enfrentar essa questão sem fazer a reforma da Previdência. É claro que a gente não sabe ainda qual a reforma que o governo pretende e é sobre esse tema que a gente vai discutir", apontou. 

O presidente do DEM citou ainda que quer ser chamado pelo presidente para as possíveis medidas para melhorar a situação do país, como reforma tributária e política. "Se essa agenda for convergente com a nossa, nós poderemos vir a integrar a base do governo, mas será uma decisão tomada à posteriori e no momento certo", alegou ACM Neto. 
 

Presidência da Câmara

Sobre a presidência da Câmara, ACM Neto disse que a eleição do legislativo "é do legislativo". "Rodrigo (DEM) tem que ser candidatos de todos. A reeleição é uma prioridade para o DEM. Nós faremos de tudo para dar suporte nesse caminho", disse. "Rodrigo é um parlamentar articulado que tem capacidade de articular com os partidos, inclusive da oposição. Ninguém pode impedir que outros candidatos se lancem a presidência da Câmara, desde que siga a dinâmica do Legislativo, não tem nada de errado", completou. 

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