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Correio Braziliense

Cada vez mais próximo de Trump, Bolsonaro vai encontrar conselheiro dos EUA

Encontro entre Jair Bolsonaro e conselheiro do mandatário norte-americano dá indícios de que o republicano pode aparecer em território brasileiro em 1º de janeiro. Equipe médica adia a retirada da bolsa de colostomia do presidente eleito


postado em 24/11/2018 07:00

(foto: Saul Loeb/AFP; Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Saul Loeb/AFP; Mauro Pimentel/AFP)

A escolha de um “trumpista” como futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo, foi o primeiro passo para o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se aproximar do presidente norte-americano, Donald Trump. A largada para a próxima etapa foi dada ontem. Em uma rede social, o pesselista afirmou que receberá, na próxima semana, a visita do chefe do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. A reunião foi confirmada pelo conselheiro na mesma mídia social.

Bolsonaro não escondeu a satisfação com o encontro. “Feliz de receber a visita do Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, na próxima semana. Certamente, teremos uma conversa produtiva e positiva em prol de nossas nações”, destacou. Bolsonaro não informou a data, mas, segundo Bolton, que disse estar ansioso para a reunião, a visita será feita na quinta-feira. “Partilhamos muitos interesses bilaterais e trabalharemos estreitamente na expansão da liberdade e da prosperidade em todo o hemisfério ocidental”, declarou.

A visita a Bolsonaro é um encaixe na agenda que Bolton cumprirá na América do Sul. O destino original da passagem dele pelo continente é a participação no encontro do G-20, em Buenos Aires, capital argentina. A pauta do encontro não foi revelada. Mas há uma expectativa de que conversem sobre relações comerciais e de segurança, além da visita de Trump à posse de Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019. Essa é a grande expectativa do presidente eleito e da cúpula política. Ter o presidente norte-americano na data em que inicia o governo é avaliado por interlocutores como um grande prestígio e um recado de força para a gestão que se iniciaria.


Movimentação

O Correio apurou que existe uma movimentação das autoridades norte-americanas para que Trump realmente venha ao Brasil. O Departamento de Estado avalia as condições de segurança, e fontes ligadas ao republicano consideram importante a participação dele. O anúncio da visita, se for confirmada após a visita de Bolton, será feito pelo próprio Trump na sede do governo norte-americano, em Washington. Quem também atuará na linha de frente para contar com a presença de Trump na posse é o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito. Na próxima semana, ele vai aos Estados Unidos, antes do embarque de Bolton para o Brasil. A previsão é de que, em 26 de novembro, ele se encontre com assessores de Bolton, em Washington.

Um dia depois, ainda na capital norte-americana, ele participará de um encontro com empresários promovido pelo órgão Brazil-U.S. Business Council, espécie de “braço” da Câmara de Comércio dos Estados Unidos. Estão previstos encontros com integrantes da comunidade brasileira e executivos do mercado financeiro. Procurada pela reportagem, a Casa Branca informou que a agenda de Trump para janeiro será divulgada oficialmente por meio do site do governo. Assim, negou ter informações sobre a visita do presidente ao Brasil “no momento”. No site da Casa Branca, onde os compromissos de Trump são divulgados oficialmente, ainda não existe nenhum compromisso marcado para o dia 1º de janeiro do próximo ano.

“Plano Real” contra o crime

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse ontem que pretende enviar um projeto de lei contra corrupção, crime organizado e crimes violentos já no início do próximo ano legislativo. Segundo ele, o projeto “está em gestação”. “O que se quer a partir de fevereiro é uma espécie de Plano Real contra a alta criminalidade no Brasil”, disse, em palestra no encerramento do Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, realizado pela FGV Direito, no Rio. Além da proposta de replicar o modelo de forças-tarefas focadas em combate à corrupção que, segundo ele, precisa ser perseguido e depende de autorização legislativa e defendeu mudanças pontuais no processo de investigação criminal.

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