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Correio Braziliense

Equipe de Paulo Guedes deve ganhar novos nomes até o fim de semana

Até o fim da semana, novos nomes devem completar a equipe do superministro, inclusive fora do âmbito econômico


postado em 28/11/2018 06:00

Rubem Novaes, futuro presidente do Banco do Brasil, admitiu que o ex-BC Carlos Hamilton estará em sua equipe(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Rubem Novaes, futuro presidente do Banco do Brasil, admitiu que o ex-BC Carlos Hamilton estará em sua equipe (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Mais nomes para a equipe econômica do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) devem ser anunciados até o fim desta semana pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. O secretário da Fazenda da pasta deve ser o engenheiro cearense Waldery Rodrigues Júnior, que integra o governo de transição. Em reunião com os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), Guedes apresentou o engenheiro como o responsável por comandar toda a estrutura que hoje é comandada pelo ministro da Fazenda.

A Secretaria fará parte do Ministério da Economia. Ela será responsável pelo Tesouro Nacional, a Secretaria de Política Econômica (SPE) e “uma ou duas secretarias ficarão abaixo”, segundo fonte do novo governo. Além dele, os economistas Marcos Troyjo e Marcos Cintra devem assumir as secretarias de Comércio Exterior e da Receita Federal e da Previdência, respectivamente.

O time de técnicos de Guedes também deve ocupar cargo em pastas fora da âmbito econômico para empenhar esforços na articulação no Congresso Nacional. O economista Abraham Weintraub, que está na equipe de transição, deve assumir a secretaria executiva da Casa Civil, garantem fontes do grupo. Ele e o irmão Arthur Weintraub, que também está na equipe, são considerados grandes conhecedores da Previdência Social. Abraham Weintraub será escalado para lutar pela aprovação da reforma das regras previdenciárias em 2019. Guedes quer aprovar o texto — que ainda deve ser enviado ao Congresso Nacional — no primeiro semestre.

O futuro governo de Jair Bolsonaro deve apresentar uma proposta própria de reforma da Previdência, como já admitiu o economista Carlos Alexandre da Costa, da equipe de transição. No sábado, Guedes admitiu no 4º Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) que o economista, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também assumirá uma secretaria, como antecipou o Correio. Ele deve ser secretário da área que trata de Indústria, Comércio e Serviços — e deve ser nomeada de Produtividade.

Outra pasta fundamental para economia ainda está para ser definida: Minas e Energia. O nomeado será responsável para efetivar a privatização da Eletrobras. Um dos cotados é o economista Luciano de Castro, que trabalha de forma discreta como um dos idealizadores das propostas de Guedes para a área de energia. Paulo Pedrosa, ex-secretário do ministério, Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) e o deputado federal Jaime Martins (Pros/MG) disputam a vaga.

Há também a expectativa de que o economista e ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Hamilton terá cargo no Banco do Brasil. O futuro presidente da estatal, Rubem Novaes, admitiu a informação. “Ele (Araújo) seria uma aquisição importante para a equipe toda de transição. Foi uma primeira conversa hoje, acho que ele vai se incorporar ao grupo”, disse Novaes. Perguntado se Carlos Hamilton poderia voltar para o BB, Novaes disse que “pode ser”. Segundo integrantes da equipe de transição, é certo que o economista terá cargo na instituição financeira.

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