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Correio Braziliense

OEA exige que Brasil garanta a segurança do deputado federal Jean Wyllys

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada ao órgão, concedeu medidas cautelares ao deputado do PSol, exigindo que o Estado brasileiro zele por sua vida


postado em 28/11/2018 12:25 / atualizado em 28/11/2018 12:25

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), enviou ao deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) documento no qual concede a ele medidas cautelares e informa que exigiu do Estado brasileiro providências para zelar pela vida e segurança do parlamentar. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamno, da Folha de S Paulo, e confirmada pelo Correio com a assessoria do deputado.

O pedido de medida cautelar foi feito à CIDH pelo próprio Wyllys, ao relatar ameaças de morte que vem recebendo. O órgão considerou que o político "se encontra em uma situação de gravidade e urgência, posto que seus direitos à vida e à integridade pessoal estão em grave risco". O documento também pediu proteção à família do parlamentar e cobrou investigação dos fatos denunciados. 

Em nota, a assessoria do parlamentar afirmou que as ameaças aumentaram durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff e ficaram ainda mais frequentes depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ). De acordo com a assessoria, o parlamentar pediu escolta oficial e circulação em carro blindado, o que teria restringido "seus movimentos durante a última campanha eleitoral".

A equipe do deputado também afirma que Wyllys é alvo de graves calúnias, fake news e campanhas difamatórias, segundo as quais o deputado desejaria obrigar crianças a mudar de sexo, implantar a religião islâmica nas escolas e censurar a Bíblia

Assassinato

Em março deste ano, a vereadora Marielle Franco foi assassinada. O ministro da Segurança Raul Jungmann colocou a Polícia Federal à frente das investigações após afirmar que o crime envolve políticos "poderosos" que atrapalham as investigações. Jungmann também disse que "não há garantias" de que o caso seja elucidado este ano ainda. 

Visita ao Brasil

A CIDH fez uma visita ao Brasil, entre 5 a 12 novembro de 2018, em função de um convite do governo brasileiro realizado em novembro de 2017. O objetivo era observar a situação dos direitos humanos no país.

No documento preliminar sobre as observações feitas, especialistas relatam as condições multidimensionais da pobreza no país, além dos impactos da desigualdade e discriminação. No texto, a CIDH chamou a atenção para o grave contexto de violações aos direitos humanos das mulheres negras e juventude pobre da periferia.

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