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Correio Braziliense

Diálogo com Moro é 'respeitoso', afirma atual ministro da Justiça

O atual ministro comentou, em entrevista ao CB.Poder, sobre as conversas com o indicado para assumir a pasta no governo de Bolsonaro e falou ainda de possível fusão dos ministérios de Segurança Pública e da Justiça


postado em 28/11/2018 17:08 / atualizado em 28/11/2018 18:02

(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)

O atual Ministro da Justiça, Torquato Jardim, concedeu entrevista, nesta quarta-feira (28/11), ao CB. Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — e comentou sobre o processo de transição para o novo governo. Segundo o ministro, o diálogo com Sérgio Moro, indicado para ocupar o cargo no governo de Bolsonaro, já está sendo feito de forma respeitosa.

Torquato comentou também sobre a junção dos ministérios de Segurança Pública e da Justiça, separados durante sua gestão. De acordo com ele, a união das duas pastas é uma forma de modelo gerencial livre para avaliação de cada equipe. “Eu sou do grupo que achou melhor, por razões gerenciais, separar um do outro. Agora, é difícil. Duas equipes amigas levaram cinco meses para fazer a separação. Eu não sei agora como será feita a rejunção”, analisou.
 
Quanto às razões para a implementação do modelo adotado atualmente, o ministro afirmou que a discussão considerou diversos aspectos. “Concentração de recursos, de orçamento, de tecnologia, de pessoal. Quando nós juntamos, a pretensão foi ter como procedimento de escolha tecnologia e licitação única para a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Segurança Pública”, explicou.

Avaliação


Em relação ao período em que esteve à frente do Ministério da Justiça, Torquato destacou a atuação na área de segurança pública. “O grande desafio foi a intervenção federal no Rio de Janeiro”, afirmou. Segundo o ministro, lidar com considerações políticas, operacionais, quebra da Federação e do Pacto Federativo foram grandes obstáculos durante sua gestão.


Ele destacou que ainda há muito o que ser feito pelo novo governo. “O desafio Constitucional agora é você criar um canal de comunicação permanente, mutuamente confiável entre Tribunal de Contas, União, Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Advocacia Geral da União e Ministério da Fazenda”, observou. 

Saiba mais na entrevista:
 
 

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