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Correio Braziliense

Desde o começo, Lava-Jato prendeu 180 pessoas no Rio de Janeiro

Esquema investigado pela operação se aprofundou no estado e atingiu integrantes da cúpula do Legislativo e Executivo locais


postado em 29/11/2018 10:32 / atualizado em 29/11/2018 11:46

Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça(foto: Mauro Pimentel/AFP)
Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça (foto: Mauro Pimentel/AFP)

Com a prisão preventiva do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), na manhã desta quinta-feira (29/11), a força-tarefa da Lava-Jato no estado alcança a marca de 180 alvos levados para a cadeia. De acordo com os delegados que atuam nas investigações, 299 mandados, entre ordens de reclusão e de busca e apreensão, foram cumpridos no estado desde o início da operação.

Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa que desviou e lavou dinheiro público, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça nesta quinta-feira. Após se concentrar no Paraná, a Lava-Jato ganhou novos rumos no Rio de Janeiro, atingindo o Executivo e a Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo o delegado da Polícia Federal Alexandre Camões Bessa, que coordena as investigações contra o esquema de Pezão, ele recolhia propina de empresas que prestavam serviço ao estado. "O dinheiro era recolhido entre empresas e prestadores e entregues a operadores", destacou Bessa. A operação envolve 150 policiais federais no Rio. Foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até o momento, nove detenções foram efetivadas.

Os atos de corrupção ocorrem em um momento que o Rio sofre com grave aumento da violência e falência dos serviços públicos, como a saúde. Servidores públicos registram atrasos nos pagamentos e hospitais funcionam com falta de leitos, medicamentos e profissionais.

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