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Correio Braziliense

Eduardo Bolsonaro: empresa estratégica pode ser privatizada com 'golden share'

O deputado federal reeleito disse ainda que muitas das empresas públicas criadas nos governos petistas foram feitas para esquemas de corrupção


postado em 03/12/2018 12:18 / atualizado em 03/12/2018 12:18

Sobre a relação com o Congresso, o deputado federal afirmou que o pai dele não tem compromissos com políticos tradicionais(foto: Sérgio Lima/AFP)
Sobre a relação com o Congresso, o deputado federal afirmou que o pai dele não tem compromissos com políticos tradicionais (foto: Sérgio Lima/AFP)

 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, afirmou na manhã desta segunda-feira (3/12), em entrevista ao programa A Hora da Verdade, da Radio Red, da Colômbia, que o governo do pai dele pode lançar mão de privatizações de empresas estratégicas usando o mecanismo de "golden share".

"Há um pequeno grupo de empresas públicas no Brasil que meu pai considera serem estratégicas. Estas empresas estratégicas nós podemos privatizar com a chamada 'golden share'", afirmou ao entrevistador Fernando Londoño, ex-ministro do Interior e da Justiça do presidente Álvaro Uribe.

O deputado federal reeleito disse ainda que muitas das empresas públicas criadas nos governos petistas foram feitas "para esquemas de corrupção, para que eles colocassem adiante suas nefastas práticas, eles colocaram a corrupção como mecanismo de governo".

"Temos algumas (empresas públicas) que simplesmente temos de fechar as portas, já que não há interesse privado para comprá-las", admitiu.

A certa altura da entrevista, Londoño perguntou a Eduardo Bolsonaro se o objetivo dele era fazer com que o país voltasse a crescer como nos anos 1970, na época do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. "Particularmente, não gosto muito, não concordo muito com Delfim Netto", disse o deputado.

 

'Se Congresso não aprovar reformas, ao menos tentamos'

Eduardo Bolsonaro admitiu que, se o Congresso não aprovar as reformas econômicas propostas pelo próximo governo, "ao menos vamos ter tentado. A esquerda vai tentar parar a todo o momento as reformas, o crescimento econômico. Se o Congresso não aprovar as reformas, ao menos vamos ter tentado. Temos de colocar as reformas adiante e comunicar os eleitores para que eles pressionem seus deputados para que eles as aprovem", disse.

Sobre a relação com o Congresso, o deputado federal afirmou que o pai dele não tem compromissos com políticos tradicionais. "Ele (presidente eleito) vai armar sua equipe de trabalho e não tem que conceder cargos a ninguém", garantiu.

O deputado, reeleito com a maior votação da história do Congresso brasileiro, disse que a mudança de governo no Brasil faz parte de uma onda de conservadorismo que vive a América do Sul. "Seguramente, repito aqui o recado que deixei nos Estados Unidos. Não seremos mais socialistas, seremos um País conservador e liberal em termos econômicos", afirmou.

Após a visita aos EUA, Eduardo Bolsonaro está nesta segunda-feira na Colômbia, onde se encontra com o presidente do país, Iván Duque. 

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