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Correio Braziliense

Onyx confirma que estrutura do novo governo contará com 22 ministérios

Até o momento, Bolsonaro anunciou 20 nomes e falta definir quem vai chefiar as pastas do Meio Ambiente e Direitos Humanos


postado em 03/12/2018 18:38 / atualizado em 03/12/2018 18:44

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 

Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (3/12), o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou que o governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) terá 22 pastas. A intenção inicial era de reduzir de 29 para 15 ministérios, ou seja, sete a menos do que foi concretizado. O comandante do Meio Ambiente ainda precisa ser divulgado.

 

O número de ministérios poderia chegar a 23, mas, na manhã desta segunda, Lorenzoni admitiu, em entrevista à Rádio Gaúcha, que Bolsonaro voltou atrás novamente e extinguirá o Ministério do Trabalho, que será desmembrada na Economia, Justiça e Segurança Pública e Cidadania. 

 

Durante a coletiva, o futuro ministro da Casa Civil destacou que as atribuições da pasta ficarão majoritariamente na Justiça. “Lá está, com certeza, a secretária que cuida das cartas sindicais. Vocês sabem quantos problemas tiveram nesta secretaria. Estará sob os cuidados do Dr. (Sérgio) Moro das concessões de cartas sindicais”, afirmou. 

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cuidará da fiscalização e políticas públicas para o emprego e renda. “Tem ajustes finos que vamos fazer que tem um pedacinho que fica na Cidadania”, disse. Lorenzoni. “Trabalho escravo fica como fiscalização em Economia, assim como FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)”, completou. 

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Banco Central (BC) são ministérios “transitórios”. Lorenzoni explicou que BC perderá o status no momento em que o Congresso Nacional aprovar a independência da autoridade monetária. Já no caso da AGU, o governo quer aprovar uma Emenda Constitucional para dar foro privilegiado ao chefe da instituição. Após, o órgão perderá o status. 

 

Conheça a estrutura do novo governo:

Casa Civil: Onyx Lorenzoni

 

Economia: Paulo Guedes

 

Gabinete de Segurança Institucional: general Augusto Heleno

 

Ciência e Tecnologia: Marcos Pontes

 

Justiça: Sérgio Moro

 

Agricultura: Tereza Cristina

 

Defesa: general Fernando Azevedo e Silva

 

Relações Exteriores: Ernesto Araújo

 

Controladoria Geral da União (CGU): Wagner Rosário

 

Saúde: Luiz Henrique Mandetta

 

Secretaria Geral da Presidência: Gustavo Bebianno

 

Educação: Ricardo Vélez Rodríguez

 

Secretaria de Governo: general Carlos Alberto dos Santos Cruz

 

Infraestrutura: Tarcísio Gomes de Freitas

 

Desenvolvimento Regional: Gustavo Canuto

 

Cidadania: Osmar Terra

 

Turismo: Marcelo Álvaro Antônio

 

Minas e Energia: almirante Bento Costa Lima

 

Meio Ambiente: ainda não foi nomeado (a)

 

Direitos Humanos: ainda não foi nomeado (a)

 

Advocacia Geral da União (AGU): André Luiz de Almeida Mendonça*

 

Banco Central: Roberto Campos Neto**

 

 

* Perderá o posto quando aprovarem a alteração legislativa; 

 

 

** Perderá o posto quando aprovarem a autonomia da autoridade monetária; 

 

Palácio do Planalto

Lorenzoni afirmou ainda que o Palácio do Planalto acomodará a Casa Civil, a Secretaria de Governo, a Secretaria-Geral da Presidência e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Caberá a ele cuidar da subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) e a articulação do Congresso Nacional. 

 

De acordo com o futuro ministro, a base aliada poderá a chegar 350 deputados federais. “Vamos ter uma atenção muito grande com a base de cada parlamentar. Não vamos usar o fechamento de questão para trazer deputados para a base”, enfatizou Lorenzoni. Ele disse ainda que o parlamentar que votar favoravelmente aos projetos do governo será considerado integrante da base. A “nova fórmula” de articulação tenta acabar com o “toma-lá-dá-cá”. 

 

Bancada evangélica

Segundo Lorenzoni, a bancada evangélica tem conversado permanentemente com o governo de transição e que, apesar de diferenças de enfoque “aqui e acolá” o elo não se desfará. “O presidente vem com parcimônia e equilíbrio buscando fazer justiça com todos que nos ajudaram, desde que adequados com momento do Brasil”, apontou. Sobre o senado Magno Malta, que não foi eleito, ele ressaltou que tem “respeito e carinho” e que terá espaço “muito relevante” no governo. 

 

O ministro ressaltou ainda que a nova gestão terá “vários ministérios ocupados por militares e civis”. “Dois com uma graduação, pós graduação, participantes de concursos públicos e sempre alunos de primeiro lugar. Temos perfil muito adequado com o que se comprometeu na eleição. E na eleição nunca se comprometeu a ministério para ninguém”, ressaltou o Lorenzoni.  

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