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Correio Braziliense

Sérgio Moro anuncia mais dois secretários para o Ministério da Justiça

A divulgação ocorreu durante coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões do governo de transição


postado em 04/12/2018 14:23

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
 
O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou, na tarde desta terça-feira (4/12) mais dois secretários da pasta. O delegado da Polícia Federal Luiz Pontel será o segundo na hierarquia do ministério, cuidando da Secretaria-executiva. Além dele, O general Guilherme Theophilo ocupará a Secretaria de Nacional de Segurança Pública. A divulgação ocorreu durante coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões do governo de transição. 

Atualmente, Pontel é o atual secretário Nacional de Justiça da pasta. Moro alegou que o nomeado já conhece a estrutura burocrática e tem um passado íntegro. "Pessoa que conheço a bastante tempo, participou da investigação do Caso Banestado, foi um dos principais responsáveis pela prisão do (ex-diretor da Petrobras) Alberto Youssef e naquela época já foi possível constatar a absoluta integridade do delegado Pontel", destacou.

O segundo anunciado foi candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, rival do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na campanha presidencial. Segundo Moro, Theophilo já foi desfiliado do partido e, “portanto, não existe nenhuma indicação político partidária”. 

Moro afirmou ainda Theophilo é general da reserva e tem "larga experiência" e "longo currículo" de trabalhos relevantes efetuados no Exército. "Embora ele seja um nome de ação, eu queria um homem de gestão”, declarou. O futuro ministro ressaltou que quer um trabalho similar ao feito pelo general Braga Netto, que está comandando a Segurança Pública no Rio de Janeiro. 

“Fiquei bastante impressionado positivamente com o trabalho que vem sendo feito no Rio de Janeiro, pelo general Braga Netto de estruturação da segurança pública do estado. Eu gostaria de um trabalho similar, respeitado, evidentemente a autonomia do estado e do DF. É o objetivo da secretaria”, defendeu Moro. 

O futuro ministro também apontou que ainda não está decidido se parte do Ministério do Trabalho ficará na alçada da Justiça. Ele destacou que as negociações de levar os registros sindicais para a pasta ainda está indefinida. “Se for transferido, será bem cuidado”, alegou. 

Sobre o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Moro disse que o assunto pertence à Justiça. “Isso faz parte do meu passado e não tenho nenhum comentário a fazer a esse respeito”. 

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