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Correio Braziliense

Onyx diz que Funai ficará na pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos

A advogada e pastora evangélica, Damares Alves, será responsável pelo ministério


postado em 06/12/2018 17:37 / atualizado em 06/12/2018 17:40

O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anuncia a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anuncia a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da transição de governo, Onyx Lorenzoni, anunciou nesta quinta-feira (6/12), que a Fundação Nacional dos Índios (Funai) vai ser integrada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A advogada e pastora evangélica, Damares Alves, será responsável pela pasta.

"A minha história de luta com os povos indígenas me qualifica para estar cuidando também da Funai. Funai não é problema; o presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai e nós entendemos que é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente e o índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente", disse Damares. Ela assessorou a CPI da Funai, em 1991, e tem uma filha índia.

Declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, nos últimos dias, comparando a permanência de índios em reservas a animais em zoológicos, e o impasse para decidir o destino da Funai provocaram reação de representantes dos povos indígenas.

Nesta quinta-feira, um grupo de índios foi até o centro de transição para entregar um documento ao presidente eleito pedindo que mantenha a Funai na estrutura do Ministério da Justiça.

Segundo o porta-voz do grupo, Kretã Kayangang, a Justiça é a única pasta preparada para ficar com a Funai. "Nenhum ministério está preparado para lidar com conflitos fundiários, o único é o da Justiça", declarou.

A futura ministra disse que é preciso conversar muito sobre a demarcação de terras indígenas. O assunto já foi alvo de críticas de Bolsonaro, que prometeu não demarcar mais "nenhum centímetro" de terra indígena caso fosse eleito.

"Acredito que quando o presidente falou, ele tinha informações muito importantes para falar isso. Ele tinha embasamento. Eu, particularmente, questiono algumas áreas indígenas, mas vamos discutir e sempre integrados com outros ministérios; não vai ser uma decisão só dos Direitos Humanos", declarou Damares.

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