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Correio Braziliense

Bolsonaro pediu para parlamentares do PSL não discutirem temas via Whatsapp

'Conselho' foi revelado pelo filho dele e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira


postado em 12/12/2018 20:43

(foto: Evaristo Sa/AFP)
(foto: Evaristo Sa/AFP)
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pediu para que os parlamentares do partido não conversem assuntos delicados em grupos de WhatsApp. O “conselho” foi revelado pelo filho dele e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (12/12). 

Recentemente, o parlamentar se envolveu num desgaste após vazamento de um bate-boca no grupo do partido na Câmara. Bolsonaro orientou aos correligionários a priorizarem debates presenciais ou no “privado”. “O presidente Jair Bolsonaro é contra a criação de grupos de WhatsApp. Porque no grupo há diversas pessoas e quando esses prints vazam ninguém sabe quem é que vazou. Então o ideal são conversas pessoais ou conversas no whatsapp um com o outro. E aí, em caso de vazamento sabem quem é que vazou”, ressaltou Eduardo Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Perguntado se havia uma proibição para a criação de grupos, o parlamentar negou: “Não, não, não. Jair Bolsonaro não é ditador. Ele é bem democrático. Ele apenas aconselha. Quem quiser seguir, tudo bem”, afirmou.

O deputado se reuniu com parlamentares do partido e o presidente eleito no local. Eduardo se desentendeu com a deputada eleita Joice Hasselmann (SP), chamando-a de “sonsa”. Sobre o encontro no CCBB, o parlamentar ressaltou que o PSL consagrou o delegado Waldir (PSL-GO) como o líder do partido até fevereiro, quando o Congresso volta do recesso parlamentar. 

Após esta data, haverá uma eleição para escolher o novo líder. “O delegado Waldir é bicampeão de votos em Goiás, é uma pessoa que conhece a casa, tem muita presença no plenário, então com certeza está em boas mãos”, disse Eduardo Bolsonaro. Sobre a Presidência da Câmara, ele pediu serenidade aos deputados para não declarar votos. ‘Nós temos que primeiro sentir o clima. Ainda as negociações e as articulações na Câmara estão ocorrendo. Então mais para frente eles vão ter uma visão mais clara de como proceder nessas votações”, apontou.

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