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Correio Braziliense

Bolsonaro e Temer participam de cerimônia de lançamento ao mar de submarino

Eles participam da cerimônia de lançamento ao mar do submarino Riachuelo


postado em 14/12/2018 10:49 / atualizado em 14/12/2018 10:49

(foto: Marinha do Brasil/Divulgação)
(foto: Marinha do Brasil/Divulgação)

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, chegou na manhã desta sexta-feira (14/12) ao Complexo Naval de Itaguaí, da Marinha, na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde participará da cerimônia de lançamento ao mar do submarino Riachuelo. O evento terá também a presença do presidente Michel Temer.

Bolsonaro chegou de helicóptero ao local, onde foi montada a estrutura de palco e plateia, próxima a área de cais do estaleiro da Marinha. A chegada do presidente Temer estava prevista para as 9h30 - a assessoria da Presidência avisou que ele vai atrasar.

O presidente e o presidente eleito participarão do evento ao lado do comandante da Marina, almirante Eduardo Leal Ferreira, e do diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante Bento Costa Lima de Albuquerque Júnior, futuro ministro de Minas e Energia, já indicado para o cargo por Bolsonaro.

Submarino Riachuelo

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)
O primeiro de uma frota de quatro novos submarinos de ataque da Marinha do Brasil entra no mar pela primeira vez, às 9h30, no Complexo Naval de Itaguaí, litoral sul do Rio. O lançamento do S-40 Riachuelo terá a presença do presidente Michel Temer, o eleito Jair Bolsonaro e 23 autoridades dos três Poderes além dos convidados, segundo o cerimonial do Palácio do Planalto.

Os submarinos são de tecnologia francesa, transferida e parcialmente modificada por especialistas brasileiros - por isso Emmanuel Macron, o presidente da França, era esperado para a solenidade. A crise dos "coletes amarelos" e as pressões da oposição no Legislativo fizeram Macron desistir da viagem.

O Prosub, programa de capacitação da força naval, começou há 10 anos. A meta é a produção de cinco navios - quatro muito avançados, da classe Scorpéne, de propulsão por motores diesel-elétricos, e um quinto submarino, de 6 mil toneladas, movido por energia nuclear, que será concluído até 2029. Os modelos convencionais serão concluídos até 2022. 

Em Itaguaí, da área de mais de 1 milhão de m², cerca de 750 mil m² são ocupados pelo novo estaleiro, mais um "espaço liquido" de manobra. O investimento, ao longo de 20 anos, vai bater em R$ 37 bilhões. Até o final do ano, terão sido aplicados R$ 17 bilhões.

O Riachuelo, de 75 metros, 2.200 toneladas, é alto como um prédio de quatro andares com grande poder de fogo - por meio de lançadores de torpedos de 533 mm, mísseis antinavio e dispositivos para minagem -, ainda terá pela frente dois anos de testes e provas de mar. Vai ter de fazer, agora, algumas coisas que não repetirá em operação, como navegar à velocidade máxima por muitas horas - acima de 37 km/hora submerso, 22 km/hora na superfície -, a grandes distâncias; emergir em ângulo vertical agudo, submergir em condição crítica. "Viverá" batalhas e cercos virtuais de combate. Fará disparos de todas as suas armas e ensaiará a saída e o resgate de times de mergulhadores de combate. 

Haverá exercícios de incêndio, de naufrágio e de ações furtivas dedicadas à inteligência. O jogo de gato e rato do ataque contra inimigos e da defesa contra inimigos passará a fazer parte da rotina diária. O mergulho no limite de segurança de 350 metros terá de ser superado até um ponto que é considerado informação secreta. Só depois disso tudo o S-40 poderá cumprir a missão para a qual foi destinado - o controle das águas oceânicas de interesse do País.

A Marinha utiliza quatro submarinos da classe Tupi, de tecnologia alemã, comprados nos anos 70. Tem mais um, o Tikuna, de concepção dos engenheiros do estaleiro da Ilha das Cobras, no Rio. Tomando como referência os navios anteriores, três dos quais construídos no Brasil, a equipe especificou uma nova classe. 

Toda a flotilha precisa passar por procedimentos de revitalização. Não há informações a respeito da disposição atual das unidades, de 30 anos em média. O projeto original do Scórpene foi modificado para atender necessidades brasileiras. O submarino cresceu cerca de cinco metros e ganhou cerca de 400 toneladas. 

Os próximos navios serão o S-41 Humaitá, S-42 Tonelero e o S-43 Angostura. Em 2016 a Procuradoria Geral da República determinou investigações sobre um possível superfaturamento de R$ 2,8 bilhões no Prosub. A Marinha nega, e destaca que "não conhece qualquer irregularidade" nos contratos firmados com a Odebrecht Defesa e Tecnologia, parceira brasileira do Naval Group, francês. As obras são acompanhadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por peritos da Fundação Getulio Vargas (FGV). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


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