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Correio Braziliense

Presidente eleito acusa cubanos do Mais Médicos de espionagem

Para presidente eleito, integrantes do programa que retornaram ao país de origem estavam vigiando "trabalho escravo"


postado em 19/12/2018 06:00

Em transmissão nas redes, regime da Venezuela também foi criticado(foto: Facebook/Reprodução)
Em transmissão nas redes, regime da Venezuela também foi criticado (foto: Facebook/Reprodução)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), fez um discurso de pouco mais de 10 minutos transmitido por redes sociais na noite de ontem. Ao falar sobre o programa Mais Médicos, afirmou que os 200 primeiros profissionais que foram embora eram todos agentes de espionagem ou integrantes do exército cubano.

“Estavam aqui vigiando, tomando conta do trabalho escravo praticado por eles aqui dentro, com a conivência do PT, entre outros partidos, e resolveram sair antes porque poderiam ser checados por nós agora em janeiro e poderíamos ter a confirmação de que não tinha nada a ver com medicina”.

Entre os pontos abordados, Bolsonaro comentou os convites que foram desfeitos aos chefes de Estado de Cuba e Venezuela para a sua posse. “Não convidamos o ditador cubano nem o venezuelano. Afinal de contas, é uma festa de democracia. Tudo que pudermos fazer dentro da legalidade, da democracia, contra estes países (Cuba e Venezuela), nós faremos”.

Ele chamou de “mentirosa” uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual a mulher dele, Michelle Bolsonaro,  pediu para retirar as imagens sacras do Palácio da Alvorada, futura residência da família.

“Na minha casa tem uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Comprei, estive agora em Aparecida e minha esposa não falou absolutamente nada. Eu sou católico, ela é evangélica, mas nós nos respeitamos. Assim que tem que ser. Entre nós não existe conflito religioso, somos cristãos”.

Na sequência, o deputado federal lamentou a assinatura do Brasil, representado pelo atual chanceler, Aloysio Nunes (PSDB), do pacto de imigração da ONU e reafirmou que pretende revogar o acordo. 

Bolsonaro falou sobre a possível exploração das reservas indígenas Raposa Serra do Sol e reiterou que os índios querem se integrar à sociedade. “Sabemos da dificuldade de rever essas reservas, já foram homologadas, sabemos disso, mas quem sabe, um dia, o STF acorde para isso e nos ajude a fazer com que as reservas possam ser exploradas com racionalidade”.

Ao se referir ao futuro governo, disse que “a barra será pesada”.

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