Publicidade

Correio Braziliense

Ensaio teve conversível, mas Bolsonaro pode escolher carro fechado na posse

Simulação é feita com veículo conversível. Mas, por questões de segurança, Bolsonaro pode ser transportado em modelo fechado no dia da posse


postado em 24/12/2018 06:00

Rolls-royce presidencial faz o percurso com atores no lugar do presidente e da primeira-dama(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Rolls-royce presidencial faz o percurso com atores no lugar do presidente e da primeira-dama (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Na posse de Jair Bolsonaro como presidente da República, no próximo dia 1º, A Esplanada vai receber uma multidão. De acordo com projeções do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), 500 mil pessoas devem presenciar o desfile entre a cerimônia de posse, no Congresso, e a passagem da faixa presidencial, no Planalto. Durante o evento, o público que vem de vários estados se concentrará no espaço entre os Ministérios.

Para evitar incidentes envolvendo a população, garantir a segurança do futuro chefe do Executivo e das demais autoridades envolvidas, forças de segurança e órgãos que integram a organização do evento realizaram ontem o primeiro ensaio geral. Durante a simulação, os atores que encenaram a presença de Bolsonaro e da primeira-dama, Michelle, desfilaram em carro aberto e acenaram ao público.

Seguindo o cronograma de anos anteriores, a comitiva presidencial foi primeiro ao Congresso Nacional, onde o presidente desce a rampa. Em seguida, sai em desfile, cercado de autoridades até o Congresso Nacional. No caminho, o empossado cumprimenta as pessoas que acompanham a cerimônia. Segundo um integrante da equipe de segurança do Planalto, apesar de a simulação ter ocorrido em carro aberto, a eventual aparição do presidente durante o trajeto entre o Congresso e o Planalto segue indefinida. “Ainda não houve decisão. Os riscos para a segurança dele são muitos e tudo será levado em consideração”, disse.

Turistas que visitavam a Praça dos Três Poderes e os palácios da capital se surpreenderam com a encenação e os desfiles das tropas das Forças Armadas. O administrador Maurício Chaves, de 28 anos, morador de Belém do Pará, foi conhecer a Esplanada e chegou na hora em que estava ocorrendo a simulação da troca da faixa presidencial. “Estou indo para Belém e decidi parar em Brasília para conhecer a cidade. Não estava esperando essa surpresa. Não sabia que ocorriam ensaios antes da posse”, contou.

Neste ano, a segurança será reforçada. A Polícia Militar do Distrito Federal fará um cordão de isolamento na altura da Rodoviária do Plano Piloto. O trânsito será interditado no local do desfile a partir da 0h do dia 29. Por questão de segurança, quem for até a Esplanada vai enfrentar uma série de restrições. O major Michel Bueno, porta-voz da Polícia Militar, afirma que, após os testes, o esquema de segurança pode sofrer alterações. “Tudo ainda pode mudar. A PMDF está encarregada de proteger o público e o Exército, a comitiva presidencial. Quem vier de carro, no dia, poderá estacionar por trás dos ministérios ou no Mané Garrincha. Mas o recomendado é vir de transporte público, transporte por meio de aplicativos ou táxis”, disse.

Não será permitido o ingresso na Esplanada de pessoas portando guarda-chuvas, bandeiras com hastes, máscaras ou armas de fogo, mesmo que o cidadão tenha o porte, carrinhos de bebê ou mesmo mochilas e bolsas. Atiradores de elite serão posicionados ao longo dos ministérios. Cerca de 2,6 mil policiais militares farão a segurança da população. 36 agentes do Detran e mais 350 militares do Corpo de Bombeiros também vão atuar.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade