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Correio Braziliense

Temer exonera Marun e nomeia ex-ministro conselheiro da Itaipu Binacional

Como conselheiro da hidrelétrica, Marun terá mandato até 16 de maio de 2020


postado em 31/12/2018 10:17 / atualizado em 31/12/2018 12:14

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em último ato, o Michel Temer (MDB) exonerou o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e o nomeou para ser conselheiro da Itaipu Binacional. Tanto a exoneração e a nomeação foram publicadas nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. Como conselheiro da hidrelétrica, Marun terá mandato até 16 de maio de 2020.

A decisão é integralmente do governo Temer e não tem aval do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). A medida, explica Marun, complementa o mandato do conselheiro que renunciou, Frederico Matos de Oliveira. Além de Temer, assina a nomeação de Marun para o posto de conselheiro o ainda ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. 

O ex-ministro se sente motivado para contribuir na nova etapa profissional. Ao Correio, ele avalia que o conhecimento da fronteira entre Brasil e Paraguai e a formação em engenharia civil e direito o qualificam para a função. “Tenho certeza que posso contribuir para que Itaipu continue sendo o sucesso que é. É o projeto estratégico binacional mais exitoso que existe”, destacou Marun. 

Natural do Rio Grande do Sul, Marun consolidou a vida política em Mato Grosso do Sul, onde será conselheiro. Uma das atividades de Marun será acompanhar a construção da ponte que ligará Porto Murtinho, localizado em MS, a Carmelo Peralta, no Paraguai. É a última barreira para a consolidação da Rota Bioceânica. 

Com a obra, Mato Grosso do Sul terá acesso rodoviário ao Oceano Pacífico. A autorização para a construção da ponte tem assinatura conjunta de Temer e do presidente do Paraguai, Mario Abdo. “Com esse acordo assinado entre os presidentes, passou a ser importante na vida de MS. Então, é importante que o estado tenha um espaço nesse conselho de administração de Itaipu”, ponderou Marun. 

Como conselheiro, a viagem que Marun faria ao Oriente Médio deve ficar em segundo plano. O ex-ministro, que é deputado licenciado pelo MDB, faria a viagem como missão parlamentar para a Síria. A ideia é que empresas brasileiras possam ajudar na reconstrução do país e voltem a ser “players mundiais”. “A Lava Jato fez com que as nossas empresas se apequenassem a nível internacional. É um absurdo, por exemplo, o Catar estar construindo estádios (para a Copa do Mundo) e não estarmos participando”, disse na última semana. 

A primeira reunião do conselho de administração de Itaipu ocorrerá em 10 de janeiro. Por esse motivo, Marun não sabe quando irá à Síria. Mas sabe que não será como parlamentar. “Eu, na verdade, renunciei o mandato na Câmara. Não vou fazê-la  como deputado. Então, vou ter que reavaliar a data da viagem e vou falar com os colegas que iam acompanhar e ver se a viagem fica mantida e me adaptar às datas do conselho. Então, a princípio, poderia ser dia 13. Mas vou verificar. Agora, tenho que reestudar a situação”, explicou.

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