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Correio Braziliense

Em última entrevista antes da posse, Bolsonaro defende diminuição do Estado

O futuro presidente também buscou se distanciar das supostas irregularidades do ex-assessor do filho, Fabrício Queiroz


postado em 31/12/2018 23:30

(foto: AFP)
(foto: AFP)
 
Ao conceder a última entrevista antes de tomar posse e do ano, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que pretende “desburocratizar” o Estado, em especial, “de quem produz”. O futuro mandatário também respondeu a perguntas e buscou se distanciar do ex-motorista de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, investigado por supostas transações irregulares. É a segunda vez que a emissora religiosa transmite uma entrevista exclusiva com o então deputado federal. A nomeação acontece nesta terça-feira (1º/1) às 14h na Praça dos Três Poderes, centro da capital federal, e conta com um forte esquema de segurança.

Em uma rápida aparição, que durou cerca de oito minutos, Bolsonaro defendeu a diminuição do Estado. Segundo ele, a máquina do governo “é muito pesada” e precisa ser desburocratizada “o máximo possível”. “Vamos fazer uma limpa em instrução normativa, em portarias; da nossa parte, em decretos. Vamos tirar aquele peso do Estado de cima de quem produz. Isso vale para todas as áreas”, garantiu.

Bolsonaro também chegou a declarar que não pretende cobrar a nomeação em nenhum ministério. O chamado toma-lá, dá-cá tem sido utilizado pelos últimos governos e é inerente ao presidencialismo de coalizão; no entanto, o capitão reformado e a equipe de transição têm dito que não pretendem continuar com esta forma de governar. “Eu acho que nem vou precisar cobrar de meus ministros, eles mesmos virão me contar as coisas. São pessoas altamente competentes e têm tudo para dar certo. Se não der certo, paciência, a gente troca lá na frente, mas não partimos desse princípio de trocar não”, ressaltou.

As investigações do Coaf com relação ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro, próximo da família, segundo explicou Bolsonaro, foram tratadas com um certo distanciamento para evitar que o caso atinja o futuro governo. “Sempre há aquela desconfiança de que é caixa 2, laranja. De mim não foi (...). Meu filho não está sendo investigado por absolutamente nada. Agora, caso haja algo mais, que eu desconheço, cabe essa explicação ao Queiroz, não cabe a mim”, disse.

A primeira entrevista à Record foi concedida após o ataque sofrido, com o uso de uma faca, em Juiz de Fora. Depois de melhorar o estado clínico, o então candidato recebeu a equipe da emissora. À época, a transmissão da entrevista ocorreu em horário similar ao debate da TV Globo, último antes do pleito, na qual Bolsonaro se ausentou.

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