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Correio Braziliense

Posse presidencial aquece a economia; hotéis estão lotados

Hotéis, bares e restaurantes comemoram lotações quase esgotadas e aumento nas vendas. Com a expectativa de que cerca de 500 mil pessoas acompanhem a cerimônia na cidade, muitos estabelecimentos abrirão as portas hoje


postado em 01/01/2019 06:00

Salmeron Santiago, gerente do Fred:
Salmeron Santiago, gerente do Fred: "A gente não abre no dia 1º. Neste ano, vamos abrir. A expectativa é muito boa. O faturamento está melhor do que no ano anterior, e recebemos muitos clientes de outros estados" (foto: Luiz Calcagno/CB/D.A Press)

A movimentação de turistas em torno da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), impulsionou o mercado de bares, hotéis e restaurantes do Distrito Federal. O aquecimento na economia veio em boa hora, pois esse período do ano costuma ser mais fraco para o setor. A expectativa é de que 500 mil pessoas compareçam à solenidade na Esplanada dos Ministérios. Se o número de presentes se confirmar, essa será a maior posse de um presidente da República na história do país.

Diversos hotéis estão com as vagas praticamente esgotadas. Além disso, bares e restaurantes que, normalmente, não funcionariam em 1º de janeiro, abrirão as portas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhobar), Jael Silva, o cenário ainda pode melhorar. “No ano passado, 60% das vagas dos hotéis estavam ocupadas. Neste ano, tivemos quase o dobro de lotação, e o número subiu para 90%. Além disso, sabemos que muitos chegam de última hora”, destacou.

Segundo Jael, a movimentação atípica do setor encontra explicação na posse presidencial. “Além dos estabelecimentos que decidiram abrir as portas no feriado, é perceptível o aumento das festas de fim de ano no DF”, comentou. Para 2019, Jael destaca que Brasília investirá ainda mais em comemorações para atrair turistas. “Tivemos esse impulso por causa da posse, mas o objetivo é continuar mantendo a movimentação na cidade durante os próximos fins de ano”, frisou.

Diretora executiva do B Hotel, no Setor Hoteleiro Norte, Ana Paula Ernesto afirma que 70% das vagas do estabelecimento estão ocupadas. “Temos muitos hóspedes chegando de última hora. A nossa expectativa é de que cheguemos a 80%”, afirmou. De acordo com ela, nos anos anteriores, o fluxo de pessoas era baixo e apenas metade das vagas eram preenchidas. Com a movimentação, ela precisou mudar a programação do estabelecimento, e não realizará festa de fim de ano. “Temos muitos hóspedes e, por questões de segurança, decidimos dedicar nossa atenção apenas a eles”, explicou Ana Paula.

Hevila Marinho (D), uma das proprietárias do Libanus (206 Sul), reforçou a equipe de funcionários(foto: Luiz Calcagno/CB/D.A Press)
Hevila Marinho (D), uma das proprietárias do Libanus (206 Sul), reforçou a equipe de funcionários (foto: Luiz Calcagno/CB/D.A Press)

Também no Setor Hoteleiro Norte, o El Pilar Hotel atingiu 100% da lotação. A gerente do estabelecimento, Carla Ortega, conta que a procura por quartos começou em novembro. “Não esperávamos. Houve uma expectativa muito grande com a posse do Lula, em 2003 e, ainda assim, à época, não tivemos um bom movimento. Chamamos todos os funcionários, inclusive os que estavam de férias, para nos ajudarem pelos próximos três dias”, relatou.

Gerente de recepção do Windsor Plaza, no Setor Hoteleiro Sul, Leonardo Monteiro também confirma a “lotação superior à expectativa”. Foram 30% a mais de quartos ocupados em relação ao ano passado. Com a mudança de governo, a expectativa é que o movimento seja maior, também, nos próximos meses. Com a mudança de cenário político, a tendência é de que a movimentação cresça”, previu.

Bares e restaurantes


Alguns estabelecimentos que estariam fechados em 1° de janeiro abrirão as portas por causa da posse presidencial. É o caso do Fred, na 405 Sul. Segundo o gerente do estabelecimento, Salmeron Santiago, o movimento está maior do que o previsto desde 20 de dezembro. “A gente não abre no dia 1º. Neste ano, vamos abrir. A expectativa é muito boa. O faturamento está melhor do que no ano anterior, e recebemos muitos clientes de outros estados”, contou.

Proprietário do Beirute, Francisco Emílio Marinho destaca que a grande movimentação de turistas também convenceu a gerência a abrir no dia 1º. “Desde a última sexta-feira, muitas pessoas de fora do DF começaram a vir para cá. Após reunião com o sindicato, decidimos abrir”, disse. Ainda segundo Francisco, não é a primeira vez que o estabelecimento abre as portas após um ano eleitoral. “Funcionamos em 1° de janeiro durante as posses dos presidentes Lula e Dilma. É notável a presença de turistas na cidade”, comentou. O empresário ressalta que a posse de Ibaneis Rocha no Palácio do Buriti também impulsionou as vendas.

O Libanus, na 206 Sul, funciona tradicionalmente em 1º de janeiro, mas Hevila Marinho, uma das proprietárias, reforçou a equipe, pois a expectativa é de casa lotada. “A cidade está mais cheia. Então, no feriado, estaremos com mais funcionários. Esperamos um aumento nas vendas de até 30% em relação aos últimos anos”, ressaltou.

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